Beijing - A vice-ministra da Defesa russa, Anna Tsivileva, destacou hoje, em Beijing, o nível "sem precedentes" das relações entre Rússia e China e criticou o aparecimento de "estruturas de blocos fechados" na Ásia-Pacífico, durante o Fórum Xiangshan.
Beijing - A vice-ministra da Defesa russa, Anna Tsivileva, destacou hoje, em Beijing, o nível "sem precedentes" das relações entre Rússia e China e criticou o aparecimento de "estruturas de blocos fechados" na Ásia-Pacífico, durante o Fórum Xiangshan.
Anna Tsivileva interveio na primeira sessão plenária do fórum, dedicada à ordem internacional e à estabilidade estratégica, na qual afirmou que a cooperação entre Moscovo e Beijing avança "em todas as direcções", incluindo no domínio militar.
A vice-ministra russa afirmou que as relações entre os dois países se encontram num nível "sem precedentes" e definiu-as como uma escolha "consciente" e "histórica", que responde aos interesses fundamentais dos povos russo e chinês.
Tsivileva salientou ainda que os contactos pessoais entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o homólogo chinês, Xi Jinping, marcam o tom da relação bilateral.
Segundo a responsável, Putin voltará a visitar a China em breve para participar na cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), prevista para Novembro, e manter conversações com Xi, depois de os dois líderes se terem reunido há duas semanas no Quirguistão, à margem da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX).
A representante russa defendeu uma ordem mundial multipolar baseada no respeito pela soberania, pelas características religiosas e culturais de cada país e pelos interesses de todos os Estados, "independentemente" da dimensão, capacidade económica ou militar e sistema político.
Defendeu também que cada país deve poder determinar os seus parceiros prioritários no domínio da defesa de acordo com os próprios interesses, sem agir "sob pressão externa".
Tsivileva afirmou que o agravamento da situação internacional está também a afectar a Ásia-Pacífico e associou-o ao aparecimento de novas "estruturas de blocos fechados", embora não tenha mencionado os Estados Unidos nem os seus aliados.
China e Rússia reforçaram nos últimos anos a cooperação política e militar, através de exercícios conjuntos, patrulhas aéreas e contactos frequentes entre as respectivas chefias militares, numa aproximação intensificada desde que Xi e Putin proclamaram em Beijing, pouco antes da invasão russa da Ucrânia, em 2022, uma relação "sem limites".CQ



