Angola reafirmou, ontem, na sede das Nações Unidas, o direito à autodeterminação do povo do Sahara Ocidental e apelou à retomada das negociações entre a Argentina e o Reino Unido sobre a questão das Ilhas Malvinas.
Ao intervir no debate da Quarta Comissão da Assembleia-Geral dedicado à descolonização, o representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco José da Cruz, defendeu, igualmente, quatro medidas práticas para acelerar a implementação da Quarta Década Internacional para a Erradicação do Colonialismo.
Sobre o Sahara Ocidental, referiu que continua a ser o único território do continente africano inscrito na lista das Nações Unidas de Territórios Não Autónomos, permanecendo o seu estatuto final por definir.
O diplomata reafirmou o direito à autodeterminação do povo do Sahara Ocidental e defendeu que o resultado não pode ser imposto, que o processo político deve permanecer sob os auspícios das Nações Unidas e que as partes devem empenhar-se de forma construtiva e de boa-fé.
Francisco da Cruz manifestou apoio a um envolvimento intensificado do Secretário-Geral das Nações Unidas e do seu Enviado Pessoal, Staffan de Mistura, encorajando a continuação das consultas e de medidas de fomento da confiança que permitam criar condições para negociações substanciais.
O país defendeu ainda a preservação da eficácia operacional da MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental) e apelou aos envolvidos para que se abstenham de acções ou retórica susceptíveis de aprofundar a desconfiança ou dificultar o processo político.
Relativamente às Ilhas Malvinas, o representante de Angola junto da ONU apelou aos Governos da Argentina e do Reino Unido para que retomem negociações bilaterais substantivas, de boa-fé e com renovada vontade política, com vista a alcançar uma solução pacífica e duradoura, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e as resoluções pertinentes da Assembleia Geral.




