Madrid - O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse hoje estar "razoavelmente optimista" em relação à votação no parlamento, na sexta-feira, das medidas extraordinárias para a habitação aprovadas pelo Governo.
Madrid - O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse hoje estar "razoavelmente optimista" em relação à votação no parlamento, na sexta-feira, das medidas extraordinárias para a habitação aprovadas pelo Governo.
"Estou razoavelmente optimista", disse Sánchez, numa conferência de imprensa em Madrid em que sublinhou que um dos decretos que vão votar os deputados é fruto de um trabalho de "muitos meses" e de negociações com vários partidos.
Conforme a Lusa, o líder socialista afirmou que houve um "esforço enorme" de diálogo e apelou aos partidos que estão a manifestar dúvidas em relação aos dois decretos para terem uma "dose de responsabilidade" por estar em causa uma "questão de humanidade, não de ideologia" em relação a problemas como os despejos ou impossibilidade de aceder a uma casa.
O Governo espanhol aprovou, na terça-feira, medidas para a habitação que têm de ser ratificadas pelos deputados para entrarem em vigor.
As medidas foram separadas em dois decretos, que serão votados em separado pelos deputados na sexta-feira, por o conteúdo de um deles estar menos negociado com as bancadas parlamentares e ter um maior risco de rejeição.
Esse decreto responde a uma das grandes reivindicações da associação do Sindicato das Inquilinas e Inquilinos, que tem mantido milhares de pessoas nas ruas na última semana em protestos pela habitação e manteve a mediatização e mobilização social em torno do caso de Maricarmen Abascal, uma mulher de 87 anos que foi despejada na semana passada em Madrid.
A idosa aceitou, entretanto, o acordo que lhe propôs a empresa proprietária do apartamento e vai regressar à casa no centro de Madrid, onde vive desde 1956.
No outro decreto, que à partida tem já mais apoios garantidos, incluem-se, segundo o que já revelou o Governo, medidas extraordinárias para limitar os despejos que estarão em vigor até 2030, assim como o prolongamento automático, por um período de até dois anos, dos contratos de arrendamento actuais que vençam antes de 2028.
O decreto prevê também a limitação de compra de casa por fundos de investimento até ao final de 2028.
O pacote inclui, por outro lado, mais benefícios fiscais para proprietários e alguns inquilinos, ajudas à compra de primeira casa, limitação das actualizações anuais das rendas a 2% (mesmo que a inflação seja superior) ou uma regulamentação do arrendamento de quartos e de arrendamentos sazonais. OHA




