Cartum - As Forças Armadas do Sudão rejeitaram as alegações feitas pelo comandante do exército da Etiópia de que Cartum estaria a apoiar grupos armados que lutam contra as suas tropas no norte do país, classificando as acusações como "infundadas".
Cartum - As Forças Armadas do Sudão rejeitaram as alegações feitas pelo comandante do exército da Etiópia de que Cartum estaria a apoiar grupos armados que lutam contra as suas tropas no norte do país, classificando as acusações como "infundadas".
O chefe do exército etíope, marechal de campo Birhanu Jula, acusou domingo o Sudão, o Egipto e a Eritreia de apoiarem as forças que lutam contra o Governo federal, em meio à escalada dos confrontos no estado de Tigray, no norte do país.
As Forças Armadas do Sudão afirmaram em comunicado divulgado no final de domingo, citado pelo portal Ahram Online, que "rejeitam categoricamente essas alegações e as consideram infundadas", acrescentando que o Sudão está "comprometido com o direito internacional e os princípios das boas relações de vizinhança".
As tensões têm aumentado nos últimos meses entre o Governo federal da Etiópia e as autoridades do Estado, que travaram uma guerra civil devastadora entre 2020 e 2022.
A retomada dos confrontos entre a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF) e o Governo federal da Etiópia reacendeu os temores de um retorno ao conflito que matou mais de 600 mil pessoas nesses anos, segundo estimativas da União Africana.
Em declarações transmitidas pelo canal do Exército etíope no YouTube, Jula afirmou que a Etiópia estava enfrentando forças "organizadas e aliadas para servir aos interesses de forças externas", antes de acusar várias nações.
"Nem a Shaebia (Eritreia) nem a TPLF podem alcançar nada sozinhos, mesmo que sejam aliados, a menos que sejam apoiados, sustentados e abastecidos pelo Sudão, Egipto e outras potências externas", acrescentou.
O Egipto e a Eritreia não responderam publicamente às alegações.
Entretanto, os militares do Sudão acusaram a Etiópia de apoiar as Forças de Apoio Rápido (RSF), um grupo paramilitar e inimigo do país em uma guerra interna que se arrasta desde Abril de 2023.
Cartum acusou repetidamente a Etiópia de permitir o lançamento de ataques com drones a partir do seu território em coordenação com os Emirados Árabes Unidos, alegações que tanto Adis Abeba quanto Abu Dhabi negam.
Em Maio, a Etiópia, por sua vez, acusou o exército sudanês de apoiar "mercenários" ligados à TPLF, acusação que Cartum negou. MCN




