Surto de hantavírus é dado como encerrado, mas mistério sobre origem persiste

O surto de hantavírus registado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius foi oficialmente declarado encerrado pela (OMS). Apesar disso, a organização alerta que ainda existem dúvidas importantes sobre a origem da infecção, mantendo em curso uma investigação internacional para esclarecer como o vírus foi introduzido no navio e prevenir episódios semelhantes no futuro.
O director-geral da OMS afirmou que o fim do surto representa um passo importante para a saúde pública, mas sublinhou que o encerramento da emergência não significa o fim das investigações científicas. O objectivo é identificar a origem da infeção, compreender melhor o comportamento do vírus e reforçar os mecanismos de vigilância epidemiológica.
Na sequência do incidente, as autoridades sanitárias identificaram e monitorizaram cerca de 650 contactos dos passageiros infetados em 33 países, numa operação coordenada para evitar novos casos e acompanhar possíveis sintomas entre os expostos ao vírus.
Segundo a OMS, a principal hipótese em investigação é que a primeira infeção tenha ocorrido antes da partida do navio, uma vez que o primeiro passageiro que morreu começou a apresentar sintomas poucos dias após o embarque. Contudo, até ao momento, não foi possível determinar com precisão onde e como ocorreu o contágio.
O hantavírus é uma doença zoonótica transmitida principalmente por roedores. A infecção pode provocar uma síndrome respiratória aguda grave, com elevada taxa de mortalidade nos casos mais severos. O período de incubação varia entre uma e seis semanas e, actualmente, não existe vacina nem tratamento específico.
Para a OMS, os estudos em curso poderão contribuir para melhorar os métodos de diagnóstico, aprofundar o conhecimento sobre a transmissão da doença e acelerar o desenvolvimento de terapias e vacinas. A organização considera que as conclusões desta investigação serão determinantes para reforçar a resposta internacional a futuros surtos de hantavírus e outras doenças emergentes de origem zoonótica.



