Tensão no Médio Oriente agrava-se após ataque dos EUA a novos alvos no Irão

Os Estados Unidos lançaram uma série de ataques aéreos contra mais de 80 alvos em território iraniano, numa operação conduzida pelo Comando Central norte-americano (CENTCOM) que marca uma nova escalada do conflito no Médio Oriente.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a ofensiva foi uma resposta aos ataques iranianos contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz.
Os bombardeamentos, que duraram cerca de 90 minutos, atingiram sistemas de defesa aérea, radares costeiros, centros de comando da Guarda Revolucionária Islâmica, depósitos de mísseis e drones, além de dezenas de embarcações militares iranianas.
Os ataques concentraram-se principalmente nas regiões de Bandar Abbas, Sirik e na ilha de Qeshm, no sul do Irão.
Em resposta, Teerão lançou ataques com mísseis contra instalações e bases que acolhem forças norte-americanas no Bahrein e no Kuwait, ampliando o risco de uma confrontação militar de maiores proporções na região.
Durante a cimeira da NATO, realizada em Ancara, na Turquia, o Presidente dos Estados Unidos anunciou o fim do acordo interino e do cessar-fogo com o Irão. Washington também restabeleceu sanções económicas severas sobre as exportações de petróleo iraniano.
Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, condenou a operação militar norte-americana, afirmando que os ataques inviabilizam qualquer entendimento destinado a pôr fim ao conflito.
A comunidade internacional acompanha com preocupação os acontecimentos, temendo que a nova escalada militar provoque maior instabilidade no Médio Oriente e comprometa a segurança das rotas marítimas internacionais.



