Pelo menos 139 pessoas, incluindo 15 crianças, morreram na sequência do naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes ao largo da costa do Djibuti, quando seguia em direcção ao Iémen. O acidente ocorreu na noite de quinta-feira, nas proximidades da cidade portuária de Obock.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 82 pessoas, todas de nacionalidade etíope, sobreviveram à tragédia, enquanto outras 84 continuam desaparecidas. As operações de busca e salvamento prosseguem na região.
A coordenadora de resposta humanitária da OIM, Safiya Ibrahim, confirmou que a embarcação transportava homens, mulheres e crianças, sublinhando a dimensão das perdas humanas provocadas pelo acidente.
De acordo com Alexandre Coissac, chefe da missão da OIM no Djibuti, os sobreviventes relataram que o barco começou a afundar pela parte traseira pouco depois de os passageiros entrarem na embarcação.
Durante as operações de resgate, foram encontrados numa praia vários objectos pessoais que poderão pertencer às vítimas do naufrágio.
A organização das Nações Unidas está a prestar assistência aos sobreviventes, incluindo cuidados médicos e apoio para restabelecerem o contacto com os familiares.
A tragédia volta a chamar a atenção para os perigos enfrentados pelos migrantes que atravessam o Corno de África em busca de segurança, trabalho e melhores condições de vida.
Um dos sobreviventes contou à OIM que era originário da região de Tigray, no norte da Etiópia, marcada por conflitos e episódios de violência.
Apesar da guerra civil no Iémen e da instabilidade que afecta a região, milhares de migrantes continuam a atravessar o estreito de Bab el-Mandeb, que separa o Corno de África da Península Arábica.
Segundo a OIM, dezenas de milhares de migrantes provenientes do Corno de África realizam esta perigosa travessia todos os anos, na esperança de alcançar os países do Golfo e encontrar oportunidades de trabalho e segurança.




