Tribunal nigeriano agrava acusações e imputa terrorismo a ex-ministro da Justiça

O Tribunal Superior Federal de Abuja adicionou acusações de terrorismo ao processo que envolve o ex-ministro da Justiça da Nigéria, Abubakar Malami, agravando o quadro judicial já marcado por suspeitas de corrupção.
Malami, que exerceu as funções de procurador-geral e ministro da Justiça entre 2015 e 2023, durante o mandato do ex-presidente Muhammadu Buhari, já respondia por alegada lavagem de cerca de seis milhões de dólares, num processo que inclui a sua esposa e o seu filho.
Na audiência realizada terça-feira, 24, o tribunal acusou o antigo governante de cumplicidade no financiamento do terrorismo, alegando que terá falhado deliberadamente em processar indivíduos suspeitos de apoiar grupos insurgentes. Malami e o filho enfrentam ainda acusações relacionadas com a posse ilegal de arma de fogo e munições encontradas na residência familiar.
O ex-ministro havia obtido liberdade sob fiança no caso de branqueamento de capitais, mas foi novamente detido pouco depois. No mesmo processo está também a ser julgado outro alto funcionário ligado à anterior administração, acusado de fraude.
A Nigéria enfrenta, há cerca de 15 anos, uma insurgência armada que provocou mais de 40 mil mortos e deslocou quase dois milhões de pessoas, contexto que confere particular sensibilidade às novas acusações apresentadas pelo tribunal.


