O Presidente da República Democrática do Congo, Félix-Antoine Tshisekedi, defende uma formalização empresarial orientada para a criação de oportunidades económicas para os jovens, sem transformar o processo num novo obstáculo burocrático ou fiscal.
A posição foi expressa este sábado, 12, em Kinshasa, durante a entrega dos documentos de formalização a 537 jovens empreendedores, numa cerimónia realizada no Centro Cultural e Artístico para os Países da África Central (CCAPAC).
Tshisekedi assegurou que os beneficiários continuarão a contar com o acompanhamento das autoridades públicas, mas apelou aos jovens empresários para que administrem as suas estruturas com rigor, responsabilidade e disciplina.
Para o Chefe de Estado, a formalização das empresas deve facilitar o acesso dos jovens ao mercado e às oportunidades económicas, e não resultar em “tracasseries administratives” ou numa pressão fiscal desproporcional.
A iniciativa é promovida pelo Fundo Especial para a Promoção do Empreendedorismo e Emprego dos Jovens (FSPEEJ), no quadro da segunda coorte do programa presidencial “Debout Jeunes Congolais”, criado para estimular o empreendedorismo e a autonomia económica da juventude congolesa.
Nesta segunda fase, estão abrangidas 780 novas empresas distribuídas pelas províncias de Kinshasa, Haut-Katanga e Kasaï-Oriental. Segundo dados divulgados pelas autoridades, o número de empresas de jovens formalizadas no âmbito do programa ascende agora a 1.127.
A formalização é apresentada pelo Governo congolês como uma etapa para integrar os jovens empreendedores na economia formal, melhorar o acompanhamento das suas actividades e ampliar o acesso a mecanismos de apoio público.
A iniciativa ocorre num contexto em que as autoridades procuram reforçar o papel das pequenas empresas na criação de emprego e na autonomização económica da juventude.




