Adis Abeba - A União Africana (UA) pediu hoje o "combate ao tráfico de migrantes", depois de as Nações Unidas terem anunciado, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a morte de pelo menos 139 pessoas no naufrágio, nesta semana, de uma embarcação sobrelotada ao largo da costa do Djibuti.
Adis Abeba - A União Africana (UA) pediu hoje o "combate ao tráfico de migrantes", depois de as Nações Unidas terem anunciado, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a morte de pelo menos 139 pessoas no naufrágio, nesta semana, de uma embarcação sobrelotada ao largo da costa do Djibuti.
Expressando "profundo pesar", o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, também sublinhou também, em comunicado, a urgência de "enfrentar as causas profundas da migração irregular" e de "promover uma migração segura, ordenada e regular".
O número de migrantes mortos num naufrágio ao largo do Djibuti na noite de quinta para sexta-feira subiu para 139, após terem sido recuperados mais 30 corpos, anunciou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Num novo balanço, a OIM indicou que os esforços de busca e salvamento prosseguem, à medida que aumentam os receios sobre os desaparecidos.
O barco transportava 305 pessoas desde o Djibuti em direcção ao Iémen quando se afundou perto de Guehere, a norte da cidade djibutiana de Oboque, na noite de 08 para 09 de Outubro.
Trata-se de um dos naufrágios mais mortíferos registados na Rota Oriental.
"Ninguém entra num barco assim a menos que acredite que não há outra forma segura", disse a directora-geral da OIM, Amy Pope, citada no comunicado.
"Não podemos continuar a tratar estas mortes como normais. Vias seguras e legais salvam vidas. Peço aos governos e doadores que ajam antes que o próximo barco afunde", apelou a responsável desta agência das Nações Unidas.
Objectos pessoais provavelmente pertencentes aos migrantes, incluindo sapatos, foram vistos numa praia num vídeo partilhado pela OIM, segundo a agência Associated Press.
Cerca de 80 pessoas sobreviveram ao naufrágion, revela a Lusa.
A OIM está a prestar assistência de emergência aos sobreviventes no seu Centro de Resposta a Migrantes em Oboque, incluindo cuidados de saúde, apoio psicossocial, alimentação, abrigo e serviços de protecção.
Todos os anos, dezenas de milhares de migrantes do Corno de África viajam pelo Djibuti e atravessam o estreito de Bab el-Mandeb até ao Iémen, na esperança de chegar aos países do Golfo em busca de segurança, estabilidade e emprego, e apesar da violência no Iémen.
Desde 10 de Setembro, mais de 20.000 movimentos de entrada para Djibuti vindos da Etiópia foram registados pela OIM. AM




