A União Europeia (UE) aprovou, esta segunda-feira, novas sanções contra cerca de 1.600 indivíduos e entidades ligadas ao complexo militar e industrial da Rússia, com foco na cadeia de produção de mísseis balísticos.
Segunda a Lusa, a medida foi anunciada pela Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, à margem da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, que decorre no Luxemburgo.
"Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE acabaram de aprovar sanções contra cerca de 1.600 novas entidades e pessoas ligadas ao complexo militar e industrial russo. Trata-se da maior expansão da nossa lista de sanções desde o início da guerra", afirmou Kaja Kallas, citada pela Lusa.
De acordo com a chefe da diplomacia europeia, mais de metade das entidades visadas está ligada à produção de mísseis balísticos.
"Estamos a dificultar significativamente a produção das armas que a Rússia utiliza para matar ucranianos, tornando-a mais lenta e mais dispendiosa", sublinhou.
A Lusa avança, ainda, que os ministros deverão aprovar, hoje, um segundo pacote de sanções relacionado com a organização, pela Rússia, de eleições legislativas nos territórios ocupados da Ucrânia, em Setembro.
Está, igualmente, em análise a imposição de restrições a vistos para cidadãos russos, numa altura em que vários Estados-membros denunciam ataques híbridos em solo europeu.
As novas medidas surgem num contexto de intensificação dos ataques russos contra o território ucraniano, com um número crescente de vítimas civis, refere a Lusa.




