Bruxelas - A União Europeia sancionou hoje 10 indivíduos, incluindo três juízes do Supremo Tribunal russo, que estiveram envolvidos na decisão de impedir o partido Yabloko de participar nas eleições legislativas de Setembro.
Bruxelas - A União Europeia sancionou hoje 10 indivíduos, incluindo três juízes do Supremo Tribunal russo, que estiveram envolvidos na decisão de impedir o partido Yabloko de participar nas eleições legislativas de Setembro.
Na Rússia, o Yabloko é o único partido que é contra a guerra na Ucrânia e foi impedido de participar nas eleições legislativas russas de Setembro, "devido a alegadas violações de direitos de autor, extremismo e outras condutas ilícitas", conforme noticiou a Lusa.
Em comunicado, a União Europeia refere que estas sanções visam indivíduos que "apoiaram a repressão da oposição democrática" e contribuíram para "comprometer seriamente a democracia e o Estado de direito na Rússia".
As sanções incluem três juízes do Supremo Tribunal da Rússia e um funcionário do gabinete do procurador-geral que estiveram "envolvidos na decisão de impedir o partido político Yabloko".
A UE refere que as sanções também incluem o juiz que condenou um político do Yabloko, Lev Shlosberg, a 11 anos e um mês de prisão, assim como o "procurador do Estado que requereu uma pena tão severa".
Neste pacote de sanções, a UE incluiu igualmente juízes envolvidos no julgamento de Maxim Kruglov e Nikolai Rybakov, "outros destacados dirigentes do partido político Yabloko".
Todos os visados neste pacote de sanções ficam sujeitos a um congelamento de bens e nenhum cidadão ou empresa da UE lhes pode disponibilizar fundos.
Além destas sanções relacionadas com a proibição do partido Yabloko, a UE sancionou hoje também mais 10 indivíduos e 17 entidades responsáveis por acções que "comprometem ou ameaçam a integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia".
"A decisão visa os responsáveis pela deportação ilegal sistemática e pela transferência forçada de crianças ucranianas para a Federação da Rússia e para o interior dos territórios temporariamente ocupados, bem como pela sua assimilação forçada, incluindo através de doutrinação e de educação militarizada", refere o bloco.
Entre os visados, está o Comité de Turismo da Cidade de Moscovo, que a UE afirma ter estado "envolvido na organização de actividades centradas na história da Rússia, em comemorações de guerra e na educação militar e patriótica".
Foram também incluídos no pacote de sanções "campos de férias para crianças e centros desportivos na Rússia e nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia", pelo seu "papel na educação baseada em propaganda e em actividades militares e patrióticas destinadas a integrar as crianças nos referenciais identitários russos".
O partido de Vladimir Putin, Rússia Unida (RU), venceu as eleições legislativas realizadas neste mês no país com 57,54 % dos votos, de acordo com os primeiros resultados oficiais divulgados hoje.
A formação governamental, cuja campanha foi liderada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, obteve esse resultado através das listas partidárias, que atribuem metade dos assentos da Duma, ou câmara dos deputados (450).
O único partido pacifista da Rússia, o Yabloko, excluído das listas partidárias, denunciou inúmeras irregularidades, em particular relacionadas com a impossibilidade de muitos russos votarem com boletins de voto e a obrigação de o fazerem por via electrónica, um instrumento de fraude, segundo a oposição.
A oposição no exílio tinha apelado aos russos contrários à guerra para que apoiassem o Yabloko nos círculos eleitorais e qualquer partido que retirasse assentos ao "Rússia Unida" nas listas. OHA




