A União Europeia (UE) alargou, ontem, a sua lista de sanções contra a Rússia, aplicando novas medidas sancionatórias a cinco altos responsáveis de empresas do sector Militar e de Defesa russos.
Em comunicado citado pela Lusa, o Conselho da UE justificou estas novas medidas citando a “agressão contínua” de Moscovo contra Kiev e a intensificação dos ataques “deliberadamente dirigidos a civis e a infra-estruturas civis”, considerando que os cinco indivíduos sancionados apoiam o complexo militar-industrial russo. “Cada novo ataque contra a Ucrânia é mais um motivo para a Europa pressionar a Rússia”, afirmou a alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, citada no comunicado, sublinhando que, com as suas forças a atravessar um “impasse no campo de batalha”, o Kremlin (presidência russa) está a “intensificar ainda mais a sua campanha de terror contra a população civil”. Kallas insistiu que o bloco europeu deve “continuar a aumentar a pressão até que Moscovo ponha fim à guerra”. Entre os sancionados estão Ramil Nailevich Badgutdinov, director-geral da JSC Serpukhov Plant Metallist, uma empresa que fabrica componentes electromecânicos de precisão, incluindo sistemas utilizados nos mísseis balísticos Iskander-M do Exército russo. A lista inclui ainda Aleksandr Yurevich Dyukarev, director-geral da JSC Krasnoyarsk Machine-Building Plant, empresa envolvida na produção de mísseis balísticos, incluindo o sistema RS-28 ‘Sarmat’.A UE sancionou também outros executivos de empresas russas envolvidas no fabrico de sistemas de comunicação militar e no desenvolvimento de ‘software’ para drones e outras tecnologias militares no âmbito espacial. Os visados pelas sanções europeias estão sujeitos ao congelamento dos respectivos bens dentro do espaço da UE e à proibição de receber fundos ou recursos económicos, directa ou indirectamente, da União. Estão também proibidos de entrar ou transitar pelo território dos Estados-membros da UE. Rússia pode estar a preparar acção contra NATOOs serviços de informações norte-americanos acreditam que a Rússia poderá realizar, entre o próximo Outono e 2029, alguma espécie de acção de ataque contra um território de Estado-membro da NATO, de acordo com relatório a que o The Wall Street Journal teve acesso. O Presidente russo, Vladimir Putin, poderá tentar “testar a determinação da NATO” com um ataque limitado a um país aliado nos próximos anos, diz o mesmo documento referido, ontem, pelo ‘site’ Notícias ao Minuto. Segundo a publicação norte-americana, o ataque poderá assumir variadas formas, podendo consistir numa incursão militar terrestre em pequena escala ou num ciberataque. O relatório refere que o período em que a Rússia poderá agir situa-se entre este Outono e 2029. Uma das teorias é a de que Putin poderia ocupar uma cidade ou região na Polónia ou num dos três Estados Bálticos — Estónia, Letónia e Lituânia – todos membros da NATO que têm apoiado firmemente a Ucrânia. Recorde-se, aliás, nesta senda, que o Presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, já tinha adiantado a hipótese de operações cinéticas limitadas contra infra-estruturas críticas, nomeadamente instalações energéticas e de transportes, mas sem indicar regiões ou datas para tais ataques. “Recebemos esse tipo de sinais por parte dos nossos serviços de informações”, afirmou Nauseda, numa entrevista à agência de notícias báltica BNS, citada pela espanhola Europa Press (EP), em Julho. O líder lituano disse que os ataques poderiam ser limitados e direccionados contra infra-estruturas críticas. “Isso, simplesmente, é impossível de determinar”, afirmou. Vários membros da NATO acreditam que Putin já está a realizar vários ataques para testar e fragmentar a aliança. Recorde-se que caças romenos abateram três drones que entraram no espaço aéreo do país em três dias consecutivos. Além disso, registou-se um aumento de 250 por cento nas descolagens de alerta para interceptar e identificar aeronaves junto ao flanco oriental, em Julho de 2026, face a julho de 2025, à medida que a Rússia continua a sondar as defesas do Ocidente. Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa em larga escala contra a Ucrânia, a diplomacia está estagnada e ambos os países intensificam os ataques de longo alcance, provocando um número crescente de vítimas civis.




