O ex-Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, anunciou, hoje, o seu "regresso voluntário ao país" para o próximo dia 4 de Outubro.
O anúncio foi feito pelo antigo Presidente da Guiné-Bissau nas redes sociais, apelando que a sua chegada decorra "num ambiente de harmonia, tolerância e respeito mútuo".
De acordo com a publicação, Umaro Sissoco Embaló, que fixou residência em Marrocos desde o golpe em 26 de Novembro de 2025, sublinha a necessidade "de colocar o interesse nacional e a estabilidade acima de quaisquer divergências políticas", reportou a Lusa.
"A Guiné-Bissau é a nossa pátria e pertence a todos nós. Independentemente das nossas posições ou opções políticas, devemos preservar a paz social, fortalecer a união e colocar o interesse nacional acima das diferenças", escreveu o ex-Presidente na mensagem.
Umaro Sissoco Embaló liderou a Guiné-Bissau de 27 de Fevereiro de 2020 a 26 de Novembro de 2025, até ser derrubado por um golpe liderado pelo general Horta Inta-a, seu antigo chefe de segurança na Presidência da República.
A oposição considerou que se tratou de um "golpe cerimonial" por ocorrer em vésperas de divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais que o bloco defende terem sido ganhas "à primeira volta" por Fernando Dias da Costa.
Na sua mensagem de anúncio do regresso, Sissoco Embaló destaca que o "retorno a solo pátrio é um gesto de confiança" no futuro da Guiné-Bissau, motivado pelo sentimento de pertença e "pelo desejo de reencontrar" a sociedade guineense.




