Um comité da União Africana instou o Sudão do Sul a abordar os "desafios" pendentes antes da sua primeira eleição nacional, prevista para De -zembro, e a fornecer um roteiro claro para uma votação fiável. As eleições na nação mais jovem do mundo foram adiadas duas vezes, e o governo ainda não implementou algumas das pré-condições estabelecidas no acordo de paz de 2018, que pôs fim a uma guerra civil de cinco anos.
"No interesse de eleições nacionais livres, justas e credíveis, instamos o Governo do Sudão do Sul a trabalhar rapidamente para resolver os desafios que ainda persistem", afirmou o Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, presidente do comité da UA focado no país. O Presidente Salva Kiir dissolveu, na semana passada, o Governo de transição no Sudão do Sul e nomeou uma administração interina antes da votação marcada para 22 de Dezembro.
O comité apelou a um "roteiro eleitoral viável, consensual e com prazos definidos" e que todas as partes cumpram o acordo de paz de 2018 e respeitem o cessar-fogo, disse Ramaphosa. Ramaphosa afirmou que o Governo de Kiir deve também libertar todos os presos políticos para contribuírem "para um ambiente político inclusivo".
O comité da UA inclui a África do Sul, a Argélia, o Tchad, a Nigéria e o Rwanda. Discursando na reunião, o presidente do Djibuti, Ismail Omar Guelleh - chefe do bloco regional da África Oriental, IGAD - descreveu "tensões significativamente elevadas e riscos de renovação" do conflito.




