Adis Abeba - A Comissão da União Africana (UA), tendo em vista as tensões de hoje entre a Etiópia, Eritreia e o Egipto, instou-os a agir com a máxima moderação e a abster-se de acções ou declarações que agravem a situação e prejudiquem a estabilidade regional.
Adis Abeba - A Comissão da União Africana (UA), tendo em vista as tensões de hoje entre a Etiópia, Eritreia e o Egipto, instou-os a agir com a máxima moderação e a abster-se de acções ou declarações que agravem a situação e prejudiquem a estabilidade regional.
Uma declaração da UA, citada pela Prensa Latina, enfatizou a importância de manter os canais de comunicação abertos e apelou aos três Estados-membros para que resolvessem as suas divergências através dos canais diplomáticos estabelecidos e do diálogo pacífico, em conformidade com os princípios do Acto Constitutivo da organização continental.
Por fim, manifestou a sua disposição, em consulta com os países envolvidos, de apoiar os esforços voltados para a distensão, o diálogo e a resolução pacífica das divergências.
Quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Etiópia decidiu fechar a sua embaixada na Eritreia, em resposta aos actos directos e indirectos de hostilidade e beligerância daquele país vizinho contra Addis Abeba.
Também declarou 10 diplomatas eritreus nesta capital persona non grata, incluindo o encarregado de negócios da sede diplomática e funcionários da União Africana, pela sua participação em actividades que representam uma ameaça directa à segurança nacional, em violação da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.
Esses diplomatas devem deixar a Etiópia em 48 horas.
A Etiópia instou o Governo de Asmara a cessar todos os actos contrários aos princípios que regem as relações entre Estados soberanos.
Em resposta, a Eritreia rompeu relações diplomáticas com a Etiópia e, segundo o Ministério das Relações Exteriores, "para justificar esses actos injustificados de hostilidade, o Governo da Etiópia inverteu a situação, acusando a Eritreia de praticar actos directos e indirectos de hostilidade e beligerância contra a Etiópia".
Segundo a fonte, Adis Abeba tem, na verdade, perseguido uma agenda de hostilidade implacável - que equivale, na prática, a uma declaração pública de guerra - contra a Eritreia nos últimos três anos, com o objectivo de satisfazer "o imperativo de obter acesso soberano ao mar" através da invasão de portos e áreas costeiras soberanas.
Posteriormente, um novo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Etiópia declarou Ahmed Moharam Ahmed Soliman, membro do corpo diplomático da Embaixada do Egipto, persona non grata e ordenou que o mesmo deixasse o país em 48 horas. MCN




