Caracas - A Venezuela reduziu a jornada de trabalho no sector público para atenuar a crise eléctrica, anunciou hoje a presidente interina, Delcy Rodríguez, durante a assinatura de um acordo com a empresa privada argentina IMPSA para concluir uma central hidroeléctrica.
Caracas - A Venezuela reduziu a jornada de trabalho no sector público para atenuar a crise eléctrica, anunciou hoje a presidente interina, Delcy Rodríguez, durante a assinatura de um acordo com a empresa privada argentina IMPSA para concluir uma central hidroeléctrica.
A Venezuela regista os maiores picos de consumo em quase uma década, o que obriga a realizar racionalizações que geraram protestos nas últimas semanas em vários estados.
Rodríguez afirmou que, na terça-feira, a demanda disparou para 15.726 megawatts, diante de uma disponibilidade de cerca de 12.000 MW, até agora a maior de 2026, de acordo com a AFP.
“Temos as maiores procuras, as temperaturas mais altas, o calor mais intenso, justamente decorrente da emergência climática”, afirmou Rodríguez ao assinar um acordo para concluir a central hidroeléctrica de Tocoma, no estado de Bolívar (sul).
A presidente interina explicou que “a administração pública está a trabalhar dia sim, dia não: um dia se trabalha e um dia não se trabalha”.
Mas agora a jornada de trabalho foi reduzida pela metade e vai das 8h00 às 12h30, excepto nos serviços essenciais, como a saúde.
“O plano de economia é justamente para poder acalmar a demanda enquanto avançamos na recuperação de mais megawatts para o sistema, de um sistema que tem sido muito procurado, não apenas pela situação climática, mas também pelo crescimento económico”, afirmou.
Além do acordo com a IMPSA, a presidente interina, que governa sob forte pressão dos Estados Unidos, assinou acordos com a General Electric para aumentar a geração de electricidade.
Os apagões prolongam-se nas regiões do interior da Venezuela há anos, algo que especialistas atribuem à má gestão do sector eléctrico e à falta de manutenção da rede.
Até agora, os cortes de energia não atingiam Caracas, mas, nas últimas semanas, alguns foram registados na capital. CV




