Lisboa - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou hoje a atribuição do Nobel da Paz à activista sul-africana Navi Pillay, que considera uma bússola moral preciosa.
Lisboa - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou hoje a atribuição do Nobel da Paz à activista sul-africana Navi Pillay, que considera uma bússola moral preciosa.
O prémio foi anunciado pelo Comité Nobel norueguês, reconhecendo os esforços de Pillay na promoção da paz e do direito internacional.
Ursula von der Leyen comentou hoje a atribuição do Nobel da Paz à advogada e activista sul-africana dos direitos humanos Navanethem 'Navi' Pillay, destacando que "poucos dedicaram a vida à justiça, à paz e à dignidade humana como ela".
"Num mundo que precisa de justiça mais do que nunca, a sua coragem e clareza moral são uma bússola preciosa", destacou ainda a líder do executivo comunitário, numa mensagem publicada nas redes sociais, citada pelo portal Notícias ao Minuto.
Von der Leyen escreveu também que Navi Pollay viveu a violência do Apartheid na África do Sul e os horrores do genocídio no Rwanda, em defesa "dos perseguidos, dos vulneráveis, dos sem-voz e dos excluídos".
O Prémio Nobel da Paz 2026 foi atribuído à jurista e ex-presidente do Tribunal Penal Internacional para o Rwanda Navi Pillay, anunciou hoje o Comité Nobel norueguês.
A sul-africana Pillay, de 85 anos, foi reconhecida pelos seus esforços na promoção da paz e do direito internacional, indicou o presidente do Comité Norueguês do Nobel, Jorgen Watne Frydnes.
Navi Pillay foi alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014 e, mais recentemente, liderou uma comissão da ONU que investigou violações de direitos humanos em Israel e nos territórios palestinianos.
Esta comissão acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza.
"Num momento em que o número de guerras e conflitos está a aumentar e em que os juízes e as instituições de direito internacional estão sob ataque político, o Comité Nobel deseja lembrar que a capacidade de resolver conflitos sem força ou violência depende do Estado de Direito internacional", disse o presidente do comité no anúncio do prémio. MCN




