Lusaka - Os cidadãos zambianos dirigiram-se esta quinta-feira às urnas para eleger o Presidente da República, deputados e representantes das autarquias locais, num escrutínio em que o actual Chefe de Estado, Hakainde Hichilema, surge como favorito à reeleição.
Lusaka - Os cidadãos zambianos dirigiram-se esta quinta-feira às urnas para eleger o Presidente da República, deputados e representantes das autarquias locais, num escrutínio em que o actual Chefe de Estado, Hakainde Hichilema, surge como favorito à reeleição.
Na corrida presidencial há 14 candidatos, incluindo o actual Presidente, Hakainde Hichilema, do Partido Unidos para o Desenvolvimento Nacional (UPND), que tem como principal opositor o advogado Brian Mundubile, de 55 anos, antigo ministro que surge como figura da coligação Aliança Tonse.
Entre os concorrentes ganhou também algum destaque o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros zambiano Harry Kalaba, do partido Cidadãos.
Hakainde Hichilema, de 64 e apelidado de "HH", foi eleito em 2021 na sua sexta tentativa, e é considerado o candidato favorito, e se ganhar conquista um segundo mandato no lugar de chefe de Estado deste país africano, de acordo com a Reuters.
Durante o primeiro mandato, Hichilema conseguiu negociar a reestruturação da dívida externa e relançar a economia do segundo maior país produtor de cobre do continente.
Para além do resultado, esta votação coloca à prova a reputação da Zâmbia de ser uma das democracias mais estáveis da África Austral, numa altura em que os detractores de Hichilema e as organizações de direitos humanos o acusam de ter reduzido o espaço político, algo que o seu Governo nega.
Paralelamente às presidenciais, os zambianos vão eleger os deputados para a Assembleia Nacional, cujo número de círculos eleitorais aumentou de 156 para 226.
Os resultados das eleições presidenciais deverão ser anunciados a 17 de Agosto.
Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos expressos, será realizada uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados.
Sem acesso directo ao mar, este país da África Austral, que se tornou independente em 1964, partilha uma longa fronteira com Moçambique, dependendo dos corredores de transporte e portos moçambicanos para escoar as suas mercadorias.
A economia zambiana continua fortemente dependente do cobre, que representa cerca de 70% das receitas de exportação do país.
A meta do Governo zambiano de triplicar a sua produção atraiu grandes investidores internacionais, mas reforçou também a influência da China, que é o seu maior credor bilateral, com cerca de 4,5 mil milhões de dólares em dívida (1 dólar equivale a 912 kwanzas). CV




