Adão de Almeida defende aproximação entre Parlamento e o ensino científico

Luanda - O presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, defendeu sexta-feira, em Luanda, o fortalecimento do diálogo permanente entre o Parlamento e as instituições de ensino superior, com vista a permitir uma maior aproximação entre a ‘Casa das Leis’, a comunidade académica e a sociedade em geral.
O líder do Parlamento manifestou esse posicionamento, segundo o JA Online, durante a cerimónia de apresentação pública da institucionalização do Prémio de Estudos Parlamentares ‘26 de Novembro’, criado para incentivar e reconhecer os trabalhos de investigação científica sobre a Assembleia Nacional.
Na ocasião, referiu que a aproximação entre o Poder Legislativo e a juventude universitária é fundamental para reforçar a representação democrática e promover uma participação mais activa na vida pública.
“Este projecto visa reforçar a representação dos cidadãos, trazer a juventude para o Parlamento e aproveitar o que de melhor a nossa classe juvenil tem: o espírito criativo e as ideias inovadoras, colocando-os também ao serviço do Parlamento”, sublinhou.
De acordo com o líder parlamentar, a Assembleia Nacional, enquanto instituição de todos os angolanos, deve manter-se em constante actualização e renovação.
Esse processo de actualização e de renovação, considerou Adão de Almeida, não pode depender apenas das contribuições dos deputados, sendo fundamental acolher perspectivas e propostas vindas da sociedade.
O responsável sustentou, ainda, que a instituição deve ser moldada com o contributo de todos os cidadãos, tornando-se uma casa cada vez mais inclusiva, participativa e alinhada com as aspirações da juventude e da sociedade angolana.
Adão de Almeida enfatizou que o Prémio de Estudos Parlamentares “26 de Novembro” representa um convite à participação colectiva no aperfeiçoamento da Assembleia Nacional.
De acordo com o dirigente, a iniciativa está associada ao momento fundacional da democracia multipartidária, pois foi no dia 26 de Novembro de 1992 que se institucionalizou a primeira Assembleia Nacional multipartidária, na sequência das eleições de 1992.
“Este projecto permite dar vida a esse momento fundacional, para que a democracia multipartidária não se estagne no marco de 1992, mas possa renovar-se permanentemente com o apoio das novas gerações”, afirmou.
Valorização do mérito académico e científico
Por seu lado, o ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, indicou, na ocasião, que o Prémio ‘26 de Novembro’ apoia a investigação aplicada e valoriza o mérito académico, contribuindo para uma maior robustez da prática parlamentar.
“Ao promover este prémio, a Assembleia Nacional abre espaço para que o conhecimento produzido nas universidades contribua de forma concreta para a modernização do Estado”, frisou o governante.
No final, Albano Ferreira encorajou os estudantes, docentes e investigadores a participarem activamente na submissão de trabalhos e no fortalecimento desta linha de investigação.
O corpo de júri do Prémio de Estudos Parlamentares ‘26 de Novembro’ é composto pelo Professor Catedrático Carlos Feijó (presidente), António Vueba (vice-presidente), Ana Celeste Januário (vogal), Alano Sicato (vogal), André Caputo Menezes (vogal), Aniceto Pedro (vogal) e António Figueiredo (vogal).
Os membros do júri terão a missão de analisar e avaliar os trabalhos científicos submetidos à Assembleia Nacional, cujos primeiros vence- dores serão conhecidos em Novembro deste ano.



