UNITA denuncia agravamento da crise de combustível em Cabinda “devido esquema de corrupção”

A UNITA em Cabinda acusa o governo provincial de incapacidade para resolver a persistente crise de combustível que assola o enclave. O secretário provincial do Galo Negro Lourenço Lumingo considera inadmissível que Cabinda uma das principais produtoras do país continue a registar a persistente escassez de combustível.
O político que falava em conferência de imprensa, disse que a situação que compromete a mobilidade e agrava o custo de vida com grande peso económico, um cenário que transmite sinais de humilhação para à população do enclave.
Lourenço Lumingo que exige explicações das autoridades, denuncia alegado esquema de corrupção ligados a comercialização ilegal de combustível.
“Multiplicam-se as práticas de corrupção envolvendo funcionários dos postos de abastecimento. Estes facilitam o enchimento de bidões em troca dos chamados direitos da mangueira. São pagos à razão de mil kwanzas por bidão, para além do valor correspondente à quantidade de litros de gasóleo ou gasolina a adquirir”, denunciou.
Segundo Lumungo, estes clientes, que alimentam o comércio ilegal de combustível nas fronteiras com os países vizinhos, acabam por ser os favorecidos nas bombas.
“Enquanto isso, o cidadão zungueiro permanece horas e horas nas filas, sem qualquer garantia”, disse.



