O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, afirmou quinta-feira, em Luanda, que a água deve ser um instrumento de paz e cooperação em África.
Dionísio da Fonseca fez as declarações quando proferia a mensagem de boas-vindas da 4.ª edição da Bienal de Luanda, subordinada ao tema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.
A gestão sustentável e cooperativa dos recursos hídricos, afirmou o ministro de Estado, representa um instrumento estratégico para a prevenção, mediação e resolução de conflitos no continente.
“Façamos da água uma ponte de entendimento entre os Estados, uma fonte de cooperação entre as comunidades e uma força ao serviço dapaz, da integração e do desenvolvimento de África”, defendeu.
Dionísio da Fonseca destacou a importância da água não apenas como recurso natural indispensável à vida, mas também como elemento estruturante da segurança humana, da integração regional, do desenvolvimento económico e da convivência pacífica entre os povos.
O lema escolhido para a 4.ª edição da Bienal de Luanda, na visão do ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, apresenta grande actualidade e alcance estratégico, sobretudo ao convidar os participantes a reflectirem sobre o papel dos recursos hídricos na promoção da paz, da estabilidade e do desenvolvimento sustentável em África.
“É precisamente esta visão que o lema da presente edição da Bienal procura afirmar: fazer da governação da água um instrumento de paz e não de divisão; um factor de cooperação e não de confrontação; uma oportunidade de desenvolvimento partilhado e não uma fonte de desigualdades”, frisou.
Consolidar propostas
Dionísio da Fonseca manifestou-se confiante de que a visão estratégica apresentada pelo Presidente João Lourenço, na sessão de abertura, as mensagens dos participantes, as conclusões do diálogo intergeracional e os resultados dos quatro painéis previstos no programa irão enriquecer a Declaração de Luanda a adoptar hoje no final dos trabalhos.
O ministro de Estado disse estar na expectativa de que os debates permitam consolidar propostas e compromissos orientados para uma governação mais eficaz dos recursos hídricos, reforçando a cooperação entre os países africanos e a capacidade de prevenir e resolver pacificamente os conflitos.
“Queremos, por isso, que os debates desta Bienal contribuam para o fortalecimento da diplomacia da água, para a gestão sustentável das bacias hidrográficas transfronteiriças, prevenção de tensões associadas à utilização dos recursos hídricos e a construção de mecanismos eficazes de mediação e de resolução pacífica de conflitos”, frisou.
Dionísio da Fonseca defendeu o fortalecimento da Bienal de Luanda como um espaço estratégico para a formulação de ideias e a partilha de boas práticas. Para o governante, o fórum cumpre um papel fundamental na mobilização de compromissos concretos, essenciais para a construção de uma África mais pacífica, coesa e desenvolvida.




