A Primeira-Dama da República de Angola e Vice-Presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), Ana Dias Lourenço, defendeu a adopção de estratégias concretas para reforçar o empoderamento feminino, com destaque para a garantia do acesso pleno das jovens à educação e a ferramentas de liderança, de modo a prepará-las para os empregos do futuro e para os desafios da economia verde.
A posição foi manifestada esta quarta-feira, 4 de Novembro, durante a sua intervenção na 7.ª Edição do Fórum de Mulheres Líderes, que decorre em Bujumbura, Burundi, sob o lema “Capital Humano e o Empoderamento Feminino como Motores de Resiliência e Transformação”, em simultâneo com o lançamento da campanha “Building Resilience”, promovida pela OAFLAD.
Na ocasião, a Primeira-Dama apontou igualmente a necessidade de integrar a perspectiva de género nas políticas públicas de mitigação e adaptação às alterações climáticas, através do financiamento de projectos liderados por mulheres rurais e empreendedoras.
Ana Dias Lourenço destacou, igualmente, a importância de fortalecer as redes de cooperação e solidariedade entre as instituições africanas, através da partilha de boas práticas e experiências com resultados comprovados na transformação das comunidades em África, implementado com o apoio da OAFLAD.
“Quando educamos uma menina e empoderamos uma mulher, estamos a investir numa gestora de recursos, numa líder comunitária e numa agente de inovação, enfim, numa Nação”, afirmou.
A Vice-Presidente da OAFLAD acrescentou que o desenvolvimento sustentável depende também da criação de oportunidades de acesso à educação de qualidade, à saúde e à autonomia económica para meninas e mulheres.
Ana Dias Lourenço defendeu, por outro lado, a criação de condições que permitam a cada indivíduo desenvolver as suas capacidades e a cada mulher assumir um papel activo na liderança e na transformação das comunidades.
“Nenhum país, nenhuma região e nenhum continente poderá prosperar deixando o capital das suas meninas e mulheres para trás”, sublinhou, considerando que a resiliência necessária para enfrentar as crises globais depende também da participação, da sabedoria e da capacidade de intervenção das mulheres africanas.
O evento contou com a participação das Primeiras-Damas membros da Organização das Primeiras-Damas para o Desenvolvimento (OAFLAD), parceiros das Nações Unidas, da Aliança Global para as Vacinas (GAVI), da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), entre outros.




