Sumbe – O analista político Almeida Henriques realçou, esta sexta-feira, os avanços sociais e económicos do país, bem como a importância da reconciliação nacional na consolidação do Estado democrático e de direito.
Sumbe – O analista político Almeida Henriques realçou, esta sexta-feira, os avanços sociais e económicos do país, bem como a importância da reconciliação nacional na consolidação do Estado democrático e de direito.
Ao analisar o percurso da governação do Presidente da República, João Lourenço, de 26 de Setembro de 2017 à presente data, considerou que os indicadores apresentados na mensagem sobre o Estado da Nação, na abertura da 5ª e última Legislatura da Assembleia Nacional, permitem fazer um balanço dos resultados alcançados, com foco nos desafios económicos, sociais e sanitários enfrentados pelo país, com destaque para os efeitos da pandemia da COVID-19.
Afirmou que a crise sanitária internacional condicionou a execução de várias políticas públicas e exigiu a adopção de medidas para responder às necessidades da população e assegurar a continuidade dos programas de desenvolvimento.
No domínio económico, apontou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a redução do rácio da dívida pública e a desaceleração da inflação e diversificação da economia, como um dos principais desafios para a consolidação do desenvolvimento sustentável do país.
Afirmou que o reforço da produção nacional constitui uma via importante para reduzir a dependência do petróleo, aumentar as fontes de receitas e promover maior equilíbrio na estrutura económica do país.
Nos sectores da saúde e da educação, Almeida Henriques indicou a expansão das infra-estruturas, o reforço dos recursos humanos e a introdução de serviços especializados, bem como o aumento da capacidade de acolhimento do sistema de ensino.
Referiu que os investimentos nestes domínios são fundamentais para melhorar as condições de vida da população e reforçar a formação do capital humano.
Relativamente à agricultura, pescas e segurança alimentar, destacou as medidas de incentivo à produção nacional, com realce para a disponibilização de sementes certificadas e fertilizantes, a mecanização agrícola, a irrigação e o apoio à agricultura familiar.
Disse que que o aumento da produção interna poderá contribuir para reduzir as importações e melhorar a capacidade de resposta do país às necessidades alimentares da população.
No domínio das infra-estruturas, Almeida Henriques salientou os investimentos nos sectores da energia, água, estradas, transportes e habitação, enquanto factores determinantes para o crescimento económico e a melhoria das condições de vida da população.
Entre os projectos de referência, mencionou o Corredor do Lobito, a modernização do Aeroporto Internacional Doutor António Agostinho Neto e o desenvolvimento das plataformas logísticas e das ligações ferroviárias, iniciativas que poderão contribuir para dinamizar a actividade económica e facilitar a circulação de mercadorias.
Considerou as reformas da Administração Pública, com incidência na simplificação dos procedimentos administrativos, digitalização dos serviços e modernização da gestão dos recursos humanos do Estado.
Quanto ao emprego e à protecção social, considerou relevantes as medidas de formação profissional, o apoio à juventude e a actualização do salário mínimo nacional.
Defendeu a necessidade de ampliar as oportunidades de trabalho e melhorar as condições de vida das famílias.
No domínio da defesa e segurança, Almeida Henriques realçou a importância da modernização das Forças Armadas Angolanas, pelos desafios decorrentes das transformações do contexto geopolítico internacional.
Referiu-se, igualmente, sobre os conflitos internacionais e as suas implicações para a paz e a estabilidade, com destaque para a situação na República Democrática do Congo, em Cabo Delgado, Moçambique, e para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Segundo o analista, a preservação da paz e a defesa dos interesses nacionais exigem o reforço das capacidades de segurança e uma actuação diplomática orientada para a estabilidade internacional.
Considerou relevantes na governação de João Lourenço o pedido de desculpas apresentado pelo Presidente da República, em 2021, pelos actos cometidos durante os conflitos políticos em Angola.
Para Almeida Henriques, o gesto representa um sinal de coragem política e de compromisso com a reconciliação nacional, num processo que considera essencial para a superação das feridas do passado e o fortalecimento da coesão social.
Associou esta iniciativa ao trabalho da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), sobretudo no que respeita à identificação das vítimas e à localização dos restos mortais, permitindo às famílias realizar funerais condignos.
Defendeu que a reconciliação nacional deve continuar a assentar no diálogo, no reconhecimento histórico e no compromisso colectivo com a paz.
Afirmou o desenvolvimento de Angola depende não apenas dos resultados económicos e sociais, mas também da capacidade de fortalecer a unidade nacional e a confiança entre os cidadãos.
considerou que uma avaliação abrangente do percurso governativo exige uma análise sistemática dos resultados alcançados, dos desafios que persistem e do impacto das políticas públicas na vida da população. FF/ALH




