Luanda – O representante permanente de Angola junto da ONU, Francisco José da Cruz, apelou, esta segunda-feira, em Nova Iorque, ao reforço do financiamento ao desenvolvimento e a valorização dos activos estratégicos africanos.
Luanda – O representante permanente de Angola junto da ONU, Francisco José da Cruz, apelou, esta segunda-feira, em Nova Iorque, ao reforço do financiamento ao desenvolvimento e a valorização dos activos estratégicos africanos.
O diplomata interveio no debate conjunto da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o desenvolvimento de África, durante o qual reafirmou o compromisso de Angola com a implementação da Agenda 2063 da União Africana (UA) e da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
Segundo I’m nota de imprensa da Missão diplomática de Angola na ONU, Francisco José da Cruz disse que o objective é impulsionar a integração regional, a paz duradoura e o desenvolvimento sustentável do continente.
Na ocasião, sublinhou a importância da liderança africana, de instituições eficazes e de parcerias estratégicas alinhadas com as prioridades do continente, sobretudo no quadro do 25.º aniversário da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD).
Francisco José da Cruz salientou a necessidade de reforçar a capacidade dos Estados africanos para gerir os seus activos estratégicos, reter o valor económico gerado pelos recursos nacionais e canalizar as receitas para investimentos que promovam o bem-estar das populações.
Reiterou igualmente o apoio de Angola a um financiamento previsível e sustentável da Agência de Desenvolvimento da União Africana (AUDA-NEPAD), através de contribuições africanas e de parcerias internacionais ajustadas às prioridades continentais.
Integração regional e mobilização de recursos
No domínio da integração regional, o diplomata apontou o Corredor do Lobito como exemplo de promoção da conectividade, do desenvolvimento de cadeias de valor regionais, da industrialização e da implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana.
Defendeu ainda o reforço da mobilização de recursos internos, o combate aos fluxos financeiros ilícitos e a promoção de uma gestão transparente e inclusiva dos recursos fundiários, minerais e hídricos.
Segundo o representante permanente, a paz e o desenvolvimento sustentável são dimensões interdependentes, pelo que considerou necessário aumentar o financiamento ao desenvolvimento e os investimentos em infra-estruturas.
Acrescentou que as receitas provenientes dos recursos estratégicos devem contribuir para melhorar a educação, a saúde e a criação de emprego, com particular atenção às mulheres e aos jovens.
Reafirmou ue a transformação económica e social de África exige soluções lideradas pelos próprios africanos, instituições nacionais robustas e cooperação internacional sustentada, capazes de converter os recursos do continente em prosperidade partilhada e paz duradoura.
Ainda no decurso dos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas, Francisco José da Cruz reiterou o compromisso de Angola com a Agenda 2030, defendendo o reforço do financiamento internacional, a transferência de tecnologia e o investimento em infra-estruturas resilientes para acelerar o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O diplomata considerou que os compromissos internacionais devem traduzir-se em resultados concretos para as populações, nomeadamente através do reforço da segurança alimentar, do acesso fiável à água e à energia, da promoção do emprego digno e da criação de oportunidades económicas inclusivas.
Defendeu igualmente padrões sustentáveis de consumo e produção, com recurso à utilização eficiente dos recursos naturais, à redução das perdas alimentares, ao desenvolvimento de soluções de economia circular e ao fortalecimento das cadeias de valor locais, para impulsionar a industrialização e a diversificação económica.
No contexto nacional, destacou o Canal do Cafu e os projectos de abastecimento de água de Ndúe e Calucuve, que contribuem para a segurança hídrica, a resiliência agrícola e a melhoria das condições de vida das comunidades.
Referiu também os investimentos em energia hidroeléctrica e solar, considerados importantes para ampliar o acesso à electricidade, promover a sustentabilidade ambiental e estimular o desenvolvimento económico.
O representante permanente advogou o reforço das parcerias internacionais, com particular incidência no acesso a financiamento previsível e em condições concessionais, na capacitação técnica, na transferência de tecnologia e na adaptação às alterações climáticas, sem comprometer a sustentabilidade da dívida dos países em desenvolvimento.
Francisco José da Cruz reconheceu ainda a importância do Pacto para o Futuro e do Compromisso de Sevilha na mobilização de esforços e recursos para concretizar as prioridades globais de desenvolvimento.
A quatro anos do horizonte de 2030, o diplomata considerou fundamental transformar os compromissos internacionais em resultados mensuráveis, através de parcerias concretas que promovam o crescimento inclusivo, a sustentabilidade ambiental e a concretização do princípio de não deixar ninguém para trás.ART




