O MPLA poderá realizar mais uma reunião do Comité Central antes do IX Congresso Ordinário do partido, previsto para os dias 9 e 10 de Dezembro, sob o lema “MPLA 70 anos – Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro”.
O dado foi avançado pelo militante e membro daquele órgão deliberativo do partido Nvunda Salucombo, no termo da 11.ª reunião do Comité Central, realizada na última quarta-feira, no Centro de Conferências de Belas (CCB), em Luanda, que abordou, entre outros assuntos, a unidade e a coesão interna do MPLA e a preparação do IX Congresso Ordinário.
“Nós vamos ter mais duas ou mais uma reunião do Comité Central”, avançou Nvunda Salucombo, esclarecendo que as reuniões do órgão, nesta altura, têm o “condão” de preparar o Congresso e manter a coesão e a unidade do partido.
A 11.ª reunião do Comité Central, orientada pelo Presidente do partido, João Lourenço, apreciou a informação sobre o estado de preparação do IX Congresso Ordinário, tendo recomendado o cumprimento das tarefas pendentes e o reforço da articulação entre as estruturas responsáveis pela sua execução.
O órgão recomendou o empenho dos militantes nas estruturas do partido e das comissões preparatórias no desenvolvimento do processo orgânico e exortou os militantes do MPLA, da OMA e da JMPLA a participarem activamente na preparação do acto central do IX Congresso.
Na sequência, o Comité Central aprovou o plano anual de actividades do partido para 2027, tendo recomendado a sua adequação às deliberações do IX Congresso Ordinário e aos instrumentos programáticos que nele serão aprovados. Recomendou, ainda, o cumprimento rigoroso das actividades previstas, o acom- panhamento e a supervisão pelo Secretariado do Bureau Político, assim como o reforço da unidade, coesão, disciplina, ética e integridade partidária, bem como dos mecanismos internos de monitorização, avaliação e prestação de contas.
Os membros daquele órgão aprovaram, ainda, o Orçamento Geral do partido para 2027, tendo recomendado a sua execução e o cumprimento das obrigações de cotização e demais contribuições obrigatórias dos militantes.
Foi nessa ocasião que o Comité Central do MPLA decidiu manter a decisão que declara nula a candidatura do militante Higino Carneiro ao cargo de presidente do partido, sustentando-a na sua conformidade com os Estatutos e os demais normativos vigentes no MPLA.
O órgão aprovou, anteriormente, a resolução sobre o recurso hierárquico interposto por Higino Carneiro, tendo deliberado, na sequência, instaurar um processo disciplinar contra o militante.
O Comité Central fundamentou a decisão, no comunicado lido pelo secretário do Bureau Político para a Informação e Propaganda, Esteves Hilário, com o facto de o militante ter violado, de forma voluntária e consciente, as normas e os deveres éticos e morais estabe- lecidos pelos Estatutos e pelo Código de Ética Partidária do MPLA.
Face à existência de fortes indícios da prática do crime de falsificação de documentos por Higino Carneiro, conforme consta do comunicado, o Comité Central deliberou, também, comunicar os factos à Procuradoria-Geral da República.
Os membros daquele órgão colegial de direcção do MPLA aproveitaram o momento para reafirmar o apoio “incondicional” a João Lourenço e exortaram os militantes a cerrar fileiras em torno do líder do partido, encorajando-o a prosseguir o trabalho em prol da unidade e do fortalecimento do partido, do bem-estar dos angolanos e da preservação da paz na região, no continente e no mundo.




