Angola vai apresentar na Conferência das Nações Unidas sobre a Água de 2026 reflexões e iniciativas destinadas a melhorar a gestão das bacias hidrográficas, sobretudo as transfronteiriças, com vista a promover o acesso equitativo aos recursos hídricos.
O evento terá lugar em Dezembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, de acordo com o coordenador do Comité Nacional de Gestão da Bienal de Luanda, embaixador Sita José, na segunda-feira, 12 de Outubro, em Luanda.
Sita José falava no final da reunião do referido comité, orientada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca.
Na ocasião, Sita José fez saber que se pretende promover o acesso equitativo à água, a nível nacional e transfronteiriço, tendo em conta as necessidades dos sectores da agricultura, da indústria e do consumo humano, num contexto mundial marcado pela crescente escassez dos recursos hídricos.
Durante a reunião, foi igualmente analisado o estado de preparação da quarta edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência — Bienal de Luanda, agendada para os dias 22 e 23 de Outubro, no Palácio de Convenções de Luanda.
De acordo com o porta-voz do evento, Nuno Caldas, os trabalhos da reunião incidiram sobre vários aspectos organizativos, com destaque para a nota conceptual do diálogo intergeracional, que deverá reunir Chefes de Estado e de Governo, líderes juvenis e representantes de organizações juvenis de todo o continente africano.
Nuno Caldas, secretário de Estado para Comunicação Social, frisou que foram também avaliados os termos de referência da componente músico-cultural, prevista para a noite de 22 de Outubro, bem como outras actividades culturais programadas para o dia seguinte.
A equipa de trabalho apreciou, igualmente, o Plano de Comunicação da Bienal, estruturado em três fases: antes, durante e depois do evento. Foram ainda prestadas informações sobre a recepção de altos dignitários e delegações estrangeiras, assim como sobre o asseguramento técnico e operacional, incluindo os serviços de saúde, com vista a garantir as condições necessárias à realização do encontro.
O porta-voz disse que a edição deste ano terá a água como tema central, uma abordagem que procura demonstrar que este recurso essencial não deve ser considerado apenas uma questão ambiental ou económica, mas também um factor determinante para a paz e a segurança.
No seu ponto de vista, é importante envolver os Chefes de Estado, a juventude e diferentes gerações no diálogo sobre a gestão dos recursos hídricos, tendo em conta a disponibilidade desigual da água e os desafios que se colocam ao continente africano.
Nuno Caldas destacou, ainda, que o envolvimento intergeracional poderá contribuir para a prevenção de futuros conflitos relacionados com o acesso à água, recurso indispensável à saúde e à vida humana.
Segundo o porta-voz, os preparativos para o Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência — Bienal de Luanda decorrem conforme o previsto, com objectivo de acolher os participantes nacionais e estrangeiros e assegurar a realização de um encontro orientado para o reforço da paz, da cooperação e do entendimento entre os povos.
Esta edição decorrerá sob o lema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.




