Chefe de Estado afirma que PIB de 141,7 mil milhões de dólares coloca Angola entre as principais economias africanas impulsionada pelo sector não petrolífero.
O Presidente da República, João Lourenço, afirmou esta quarta-feira, 15, na Assembleia Nacional, que entre 2022 e 2026 Angola consolidou uma trajectória de recuperação económica, estabilidade macroeconómica e reforço da credibilidade financeira.
No discurso sobre o Estado da Nação, o Chefe de Estado referiu que no domínio do mercado financeiro, o Executivo avançou com seguros inclusivos, fundos de pensões e a criação da primeira resseguradora nacional, o que na economia dinamizou o mercado de capitais.
Segundo João Lourenço, neste período o país afirmou-se entre as principais economias africanas, sustentado pela recuperação da actividade económica, pela estabilização gradual dos preços, pela gestão prudente das finanças públicas e pelo crescimento do sector não petrolífero.
“Estes resultados reflectem o compromisso do Executivo com a disciplina orçamental, a sustentabilidade da dívida pública, a melhoria da qualidade da despesa e a mobilização de receitas internas, criando condições para maior confiança dos investidores, maior previsibilidade económica e melhor protecção do rendimento das famílias”, disse.
O Chefe de Estado avançou que com um PIB nominal estimado em 141,7 mil milhões de dólares norte-americanos, Angola reforçou a sua posição como economia regional em crescimento.
Nos últimos dois anos, adiantou, o PIB registou uma expansão média de 4%, impulsionado pelo sector não petrolífero, cuja taxa média de crescimento se situou em 5,2%, mantendo esta dinâmica no primeiro trimestre do corrente ano.
João Lourenço destacou a redução expressiva da inflação, que passou de 27,5% em 2024 para 10,8% em Junho do corrente ano, contribuindo para a recuperação gradual do poder de compra das famílias.
No mesmo período, revelou, o desemprego recuou de 31,5% em 2024 para 21,3% no primeiro trimestre do ano em curso, reflectindo uma melhoria progressiva das condições do mercado de trabalho.
O Presidente sublinhou ainda que a consolidação fiscal e a gestão prudente das finanças públicas foram acompanhadas por uma actuação coordenada no domínio monetário e financeiro, essencial para preservar a estabilidade dos preços, reforçar a solidez do sistema bancário, proteger as reservas internacionais líquidas e ampliar o acesso das famílias e empresas aos serviços financeiros.




