Angola reafirmou, esta sexta-feira, na sede das Nações Unidas, o direito à autodeterminação do povo do Sahara Ocidental e apelou à retoma das negociações entre a Argentina e o Reino Unido sobre a questão das Ilhas Malvinas.
Ao intervir no debate da 4.ª Comissão da Assembleia Geral dedicado à descolonização, o Representante Permanente de Angola junto da ONU, Francisco da Cruz, sublinhou que o Sahara Ocidental continua a ser o único território africano inscrito na lista de Territórios Não Autónomos da Organização, com estatuto final ainda por definir.
O diplomata reiterou que o processo político deve permanecer sob os auspícios das Nações Unidas e que as partes envolvidas devem empenhar-se de forma construtiva e de boa-fé.
Relactivamente às Ilhas Malvinas, apelou à retoma de negociações bilaterais substantivas entre Buenos Aires e Londres, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e as resoluções da Assembleia Geral.
Angola defendeu, ainda, quatro medidas práticas para acelerar a implementação da Quarta Década Internacional para a Erradicação do Colonialismo, incluindo o reforço do diálogo estruturado, maior utilização das missões de visita da ONU, desenvolvimento de quadros de implementação específicos e apoio ao desenvolvimento dos Territórios Não Autónomos.




