Angola defende o reforço e a modernização das infra-estruturas de telecomunicações e tecnologias de informação como condição essencial para garantir a soberania digital, alargar o acesso à Internet e reduzir as desigualdades tecnológicas.
A posição foi reafirmada este domingo, 8, pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Augusto da Silva Oliveira, durante a sua participação na Mesa-Redonda Ministerial da Conferência de Plenipotenciários da União Internacional das Telecomunicações (UIT) de 2026, que decorre no Centro de Exposições e Convenções de Doha (DECC), na capital do Qatar.
Na sua intervenção, o governante destacou os investimentos estratégicos que Angola tem vindo a realizar no âmbito do Programa Espacial Nacional e da expansão das redes de fibra óptica, terrestres e submarinas, considerados fundamentais para melhorar a conectividade, a qualidade e a capacidade de resposta das comunicações no País.
Segundo o ministro, estas infra-estruturas desempenham um papel determinante na integração regional e internacional, na ampliação do acesso à Internet e no fortalecimento da soberania digital, num contexto em que a transformação tecnológica assume importância crescente para o desenvolvimento económico e social.
Mário Augusto da Silva Oliveira defendeu, igualmente, que a construção de um ecossistema digital inclusivo e sustentável não depende apenas dos investimentos em infra-estruturas, exigindo também cooperação internacional, partilha de conhecimentos e reforço das capacidades técnicas e institucionais.
Neste sentido, destacou a importância da União Internacional das Telecomunicações e dos seus Estados-Membros na mobilização de parcerias e na implementação de iniciativas conjuntas destinadas a reduzir as desigualdades no acesso às tecnologias digitais.
Angola manifestou, por outro lado, disponibilidade para aprofundar a cooperação com a UIT e os restantes Estados-Membros, com vista à construção de uma agenda digital global assente na inovação, inclusão, conectividade e desenvolvimento sustentável.




