Angola defendeu, ontem, 24, em Nova Iorque, a necessidade de transformar os compromissos políticos da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) em programas, projectos e resultados concretos.
A posição foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, durante a Reunião Ministerial da ZOPACAS, realizada à margem da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Na sua intervenção, Téte António destacou a importância da Estratégia de Cooperação do Rio de Janeiro como quadro de referência para reforçar a cooperação entre os Estados-Membros e orientar a acção colectiva.
O ministro reiterou a disponibilidade de Angola para contribuir activamente para a implementação da Estratégia nas áreas prioritárias identificadas, em coordenação com os demais países membros.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Angola defende uma maior complementaridade entre as iniciativas dos Estados-Membros, bem como o intercâmbio de experiências e conhecimentos especializados, com vista a produzir resultados concretos na cooperação regional.
Criada em 1986 pela Resolução 41/11 da Assembleia Geral das Nações Unidas, por iniciativa do Brasil e com o apoio da Argentina, a ZOPACAS reúne 24 países da América do Sul e das costas ocidental e austral de África.
O fórum tem entre os principais objectivos a promoção da paz e segurança no Atlântico Sul, a prevenção da proliferação de armas nucleares e de destruição em massa, a redução da presença militar de países externos à região e o reforço do desenvolvimento socioeconómico sustentável e da protecção do ambiente marinho.




