A cooperação parlamentar entre Angola e a China deverá ganhar novo impulso na sequência da visita oficial do Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, a Pequim, onde foi assinado um Memorando de Entendimento entre os dois órgãos legislativos.
No balanço da visita, Adão de Almeida considerou que as relações entre Angola e a China são “muito boas” e atingiram o nível de cooperação estratégica global, na sequência do entendimento estabelecido pelos Chefes de Estado dos dois países, Xi Jinping e João Lourenço, em 2024.
O Presidente da Assembleia Nacional defende que este nível de relacionamento exige uma cooperação mais abrangente, incluindo o domínio parlamentar.
“Esse nível de cooperação ímpar entre os Estados impõe que ela seja transversal e que todos trabalhemos para o seu incremento, para a sua melhoria, todos os dias e em todos os domínios”, afirmou.
Segundo Adão de Almeida, o Memorando de Entendimento assinado durante a visita estabelece bases para uma relação mais regular entre os dois Parlamentos e deverá contribuir para elevar a cooperação legislativa a um novo patamar.
Entre os principais objectivos do acordo está o reforço do contacto entre os órgãos legislativos, de modo a acompanhar mais directamente a evolução da cooperação bilateral.
O memorando prevê a realização de visitas e intercâmbios regulares, partilha de experiências e consultas políticas sobre matérias de interesse comum.
Adão de Almeida destacou também a possibilidade de aumentar a cooperação entre as comissões especializadas dos dois Parlamentos e dinamizar os grupos de amizade parlamentar.
Segundo explicou, as duas instituições têm funções semelhantes, nomeadamente nas áreas legislativa, de fiscalização e de representação dos cidadãos, o que permite uma maior troca de experiências.
“É um espaço de aprendizado comum e de troca de experiências”, referiu.
O Presidente da Assembleia Nacional lembrou que Angola e China já possuem antecedentes de cooperação parlamentar, destacando que a primeira visita de um Presidente do Parlamento angolano à China ocorreu em 2001. A actual visita acontece cerca de 25 anos depois.
A deslocação de Adão de Almeida enquadra-se na estratégia de diplomacia parlamentar de Angola e pretende reforçar o papel do Parlamento no acompanhamento e concretização dos acordos estabelecidos entre os dois países.



