Talatona - Angola e Noruega reafirmaram, esta terça-feira, em Luanda, o compromisso de fortalecer a cooperação no domínio das empresas e direitos humanos, com vista a promover um crescimento económico sustentável, com respeito pelos trabalhadores, comunidades e ambiente.
Talatona - Angola e Noruega reafirmaram, esta terça-feira, em Luanda, o compromisso de fortalecer a cooperação no domínio das empresas e direitos humanos, com vista a promover um crescimento económico sustentável, com respeito pelos trabalhadores, comunidades e ambiente.
A posição foi manifestada pela representante da Embaixada do Reino da Noruega em Angola, Juni Solbraekke, durante a 5.ª edição do Fórum Internacional sobre Empresas e Direitos Humanos, no âmbito da parceria estratégica entre os dois países.
De acordo com a responsável, é notória a pretensão do Governo de criar crescimento, gerar empregos e ampliar oportunidades, de modo a garantir que o impacto beneficie principalmente as comunidades.
Explicou que as empresas têm actualmente um papel essencial para uma economia forte e sustentável, nomeadamente na aplicação das leis e dos princípios dos direitos humanos.
“Quando os trabalhadores são tratados com justiça, as comunidades locais são ouvidas e as questões ambientais são solucionadas, cria-se confiança, e este é um elemento importante para atrair investimentos de longo prazo”, afirmou.
A responsável alertou que a discriminação, as más condições de trabalho, os conflitos com as comunidades e os danos ambientais prejudicam não apenas as pessoas afectadas, mas também a reputação das empresas e o clima de investimento do País.
Defendeu ainda que a relação entre empresas e direitos humanos não é apenas uma questão de ética, mas também de boa gestão, a exemplo da Lei da Transparência norueguesa, que obriga as empresas a conhecerem os riscos nas suas operações e cadeias de fornecimento e a prevenirem problemas.
A diplomata considera que Angola vive uma fase interessante, na procura de mais investimento e no fortalecimento do sector privado, pelo que o respeito pelos direitos humanos deve ser visto como vantagem competitiva e não como obstáculo.
“As empresas mais competitivas do futuro não serão apenas aquelas que criam valor económico, mas as que gerarem confiança”, acrescentou.
O evento pretende promoveu networking entre os principais actores empresariais do país e incentivar a adopção de uma cultura empresarial orientada para a responsabilidade social, com condições de trabalho justas e dignas, ambientes laborais seguros, salários justos e tratamento equitativo. DOC/GIZ/SC




