Delegações de Angola e da Tanzânia reuniram-se, quinta-feira, em Luanda, com o objectivo de identificar novas áreas estratégicas de cooperação bilateral.
A análise do cenário actual e das perspectivas futuras decorreu durante a Reunião da Comissão Mista Bilateral entre os dois Estados, sob a co-presidência do ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, e do ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da África Oriental da Tanzânia, Mahmoud Thabit Kombo. No encerramento dos trabalhos, na sede da diplomacia angolana, o ministro Téte António defendeu o estreitamento dos laços políticos e económicos, bem como o reforço da presença diplomática em ambas as capitais. O governante angolano destacou que uma das principais deliberações do encontro foi a criação de um mecanismo permanente de acompanhamento para a implementação dos acordos assinados. Segundo o chefe da diplomacia angolana, este novo instrumento evitará que as decisões assumidas fiquem dependentes de avaliação apenas na reunião seguinte da Comissão Mista. A ferramenta permitirá uma monitorização regular por parte dos dois ministérios, em estrita articulação com os respectivos departamentos governamentais. O governante sublinhou ainda que o sucesso da parceria dependerá do envolvimento activo das instituições públicas, do sector privado e da sociedade civil. Ao finalizar, Téte António evocou o papel histórico e o apoio da Tanzânia na luta pela Independência de Angola. Mais de dez sectores analisadosO ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da África Oriental da Tanzânia, Mahmoud Thabit Kombo, sublinhou que os dois países avaliaram mais de dez sectores de interesse comum, assumindo o compromisso formal de aprofundar a cooperação económica bilateral. Na ocasião, o governante tanzaniano explicou que as delegações acordaram a criação do Fórum de Negócios Angola-Tanzânia. Esta plataforma terá como propósito aproximar empresários, investidores e instituições financeiras de ambas as nações. Thabit Kombo revelou ainda que a iniciativa prevê a realização de missões empresariais recíprocas. O modelo permitirá que os investidores explorem, de forma mútua, as oportunidades de negócio e as potencialidades de mercado existentes nos dois países.




