Luanda – Angola e a União Europeia (UE) analisaram, esta segunda-feira, em Luanda, o aprofundamento o reforço da cooperação no âmbito do Corredor do Lobito e o aumento da participação do sector privado europeu na diversificação da economia angolana.
Luanda – Angola e a União Europeia (UE) analisaram, esta segunda-feira, em Luanda, o aprofundamento o reforço da cooperação no âmbito do Corredor do Lobito e o aumento da participação do sector privado europeu na diversificação da economia angolana.
A questão foi abordada durante a audiência concedida pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, à embaixadora da União Europeia acreditada em Angola, Rosário Paes, que apresentou cumprimentos de despedida ao chefe da diplomacia angolana, por ocasião do término da sua missão no país.
O encontro permitiu igualmente fazer um balanço do percurso da parceria Angola-UE e analisar perspectivas para o seu aprofundamento, com particular atenção para a criação de condições favoráveis ao investimento europeu, o desenvolvimento de cadeias de valor e a promoção de parcerias nos sectores produtivos.
No âmbito do Corredor do Lobito, as partes salientaram a importância da continuidade dos projectos de cooperação e do envolvimento do sector privado europeu, a julgar pelo potencial da infra-estrutura para a conectividade regional, o comércio, a industrialização e o desenvolvimento de cadeias de valor.
Ao fazer o balanço da missão da embaixadora Rosário Paes, o ministro Téte António reconheceu o seu contributo para a manutenção de um diálogo político aberto e construtivo entre Angola e a União Europeia, bem como para a dinamização de iniciativas de cooperação e investimento de interesse para o país.
O ministro sublinhou, em particular, o trabalho desenvolvido num período de intensificação da parceria Angola-UE, marcado pelo aprofundamento da cooperação no âmbito do Global Gateway, pelo desenvolvimento do Corredor do Lobito e pela realização, em Luanda, da 7.ª Cimeira União Africana-União Europeia.
Em nome do Governo de Angola, Téte António agradeceu à diplomata europeia pela colaboração prestada durante a missão e formulou votos de êxito para a nova etapa da sua carreira diplomática.
Por seu lado, Rosário Paes manifestou reconhecimento pela cooperação mantida com as autoridades angolanas e reafirmou a importância atribuída pela União Europeia às relações com Angola, com confiança na continuidade e no aprofundamento da parceria.
Parceria estratégica
As relações entre Angola e a União Europeia têm as suas raízes na década de 1980, ainda no quadro da cooperação entre Angola e a então Comunidade Económica Europeia (CEE).
Em 1986, Angola integrou o quadro de cooperação entre a CEE e os países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP), através da III Convenção de Lomé, seguindo-se, em 1987, acordos específicos que deram maior expressão à cooperação bilateral em áreas de interesse comum.
A cooperação evoluiu de uma abordagem centrada no apoio ao desenvolvimento, assistência humanitária e reconstrução para uma parceria mais abrangente, com enfoque no diálogo político, comércio, investimento e desenvolvimento sustentável.
A assinatura do Caminho Conjunto Angola-União Europeia, em Bruxelas, elevou a relação a um novo patamar de diálogo político e cooperação, com consultas regulares sobre questões nacionais, regionais e internacionais.
O mecanismo passou a abranger áreas como paz e segurança, governação, direitos humanos, desenvolvimento sustentável, comércio, investimento, alterações climáticas, energia, ciência e tecnologia.
No actual ciclo de cooperação, relativo ao período 2021-2027, a parceria privilegia o reforço das capacidades do Estado, a criação de emprego e a diversificação económica, com atenção aos sectores capazes de reduzir a dependência do petróleo e promover o desenvolvimento sustentável.
A dimensão económica e estratégica da parceria ganhou novo impulso com a estratégia Global Gateway da União Europeia, que inclui investimentos em infra-estruturas, energia, transportes, conectividade digital e desenvolvimento sustentável.
Neste quadro, o Corredor do Lobito tornou-se um dos principais projectos de cooperação entre Angola e a União Europeia, com importância para a conectividade regional, o comércio, a industrialização e o desenvolvimento de cadeias de valor, incluindo sectores ligados aos minerais críticos.
Outro marco relevante foi a entrada em vigor, a 1 de Setembro de 2024, do Acordo de Facilitação do Investimento Sustentável entre Angola e a União Europeia, o primeiro acordo deste género concluído pela UE com um país parceiro.ART




