Angola levou a questão da escravatura e das suas consequências históricas ao debate internacional sobre justiça reparadora, num encontro que reuniu líderes africanos e das Caraíbas.
A informação foi divulgada pela Presidência da República, que anunciou a participação, esta noite, do Presidente João Lourenço numa reunião virtual promovida pelo Conselho Consultivo Global sobre Justiça Reparadora. O encontro reuniu representantes de regiões profundamente marcadas pelo processo de escravatura e pelo tráfico transatlântico de pessoas.
Durante a reunião, foram discutidas iniciativas destinadas a promover medidas de reparação pelos efeitos históricos da escravatura, considerada pelas Nações Unidas como um dos maiores crimes cometidos contra a Humanidade.
A participação de Angola ocorre num contexto de defesa de mecanismos internacionais de justiça reparatória, com o país a sustentar a necessidade de uma abordagem que não se limite à compensação financeira, mas contemple também outras formas de reparação.
Angola tem igualmente defendido a criação de mecanismos internacionais para responder às consequências históricas da escravatura e do tráfico transatlântico, incluindo propostas relacionadas com um fundo internacional de justiça reparatória.




