Luanda – Angola participa, desde segunda-feira, em Lagos, Nigéria, na Feira Internacional de Defesa e Segurança de África (AFRIDEX), que reúne responsáveis políticos e militares, fabricantes e fornecedores de tecnologias para reforçar a cooperação continental no domínio da defesa.
Luanda – Angola participa, desde segunda-feira, em Lagos, Nigéria, na Feira Internacional de Defesa e Segurança de África (AFRIDEX), que reúne responsáveis políticos e militares, fabricantes e fornecedores de tecnologias para reforçar a cooperação continental no domínio da defesa.
Segundo uma nota da Embaixada da de Angola na Nigéria, a delegação angolana é chefiada pelo embaixador José Bamóquina Zau e integra responsáveis da área da Defesa e diplomatas acreditados naquele país.
Considerada uma das principais iniciativas do sector no continente, a AFRIDEX aborda questões ligadas à segurança aérea, terrestre, marítima, espacial e cibernética, com destaque para a inovação tecnológica, o desenvolvimento de capacidades de defesa e a preparação para novas ameaças.
O encontro, que decorre até ao dia 28, procura igualmente reforçar a cooperação entre os Estados africanos, a interoperabilidade das forças e a partilha de informações de inteligência, com vista a melhorar a resposta colectiva ao terrorismo e à insurgência.
A cerimónia de abertura foi presidida pelo presidente do Senado da Nigéria, Godswill Akpabio, em representação do Presidente da República, Bola Ahmed Tinubu.
O evento contou também com intervenções do ministro da Defesa nigeriano, general Christopher Gwabin Musa, e do presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), general Birame Diop.
Segurança no Golfo da Guiné
A protecção do Golfo da Guiné constitui um dos temas em análise na feira, tendo em conta a sua importância geoestratégica e o papel nas actividades petrolíferas e nas rotas comerciais da região.
Os participantes analisam medidas para reforçar a segurança marítima colectiva, melhorar a cooperação transfronteiriça e dotar as forças de defesa de equipamentos, formação e sistemas operacionais capazes de responder às ameaças emergentes.
Segundo Birame Diop, a partilha de informações, a coordenação regional e a cooperação operacional são fundamentais para enfrentar as ameaças transfronteiriças e os desafios à segurança interna dos países africanos.
A utilização de tecnologias emergentes, como drones e inteligência artificial, também integra os debates, com enfoque no reforço da preparação das forças, na vantagem operacional e na construção de maior autonomia estratégica africana.ART




