A República de Angola reafirmou o seu compromisso contínuo com a protecção do meio ambiente e com a segurança hídrica, garantindo a longevidade dos ecossistemas considerados fundamentais para a vida humana no continente berço.
A posição foi manifestada nesta Terça-feira, 3, pela Representante Permanente de Angola junto dos Escritórios das Nações Unidas e Outras Organizações, Ana Maria de Oliveira, durante o briefing executivo sob o tema “Posicionar as zonas húmidas na agenda mundial da água”, que teve lugar no Palácio das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça.
Ao intervir no evento de alto nível que decorre na sede da ONU, Ana Maria de Oliveira destacou a importância estratégica destes ecossistemas para a biodiversidade e subsistência das populações na África Austral, tendo apresentado, na ocasião, os progressos substanciais de Angola na implementação da Convenção de Ramsar.
De acordo com uma nota de imprensa enviada ao O País, o principal destaque recaiu sobre Lisima Lya Mwono, classificado como a primeira zona húmida angolana de importância internacional, que abrange uma extensão aproximada de 5,37 milhões de hectares.
A diplomata angolana acrescentou que o plano nacional inclui acções contínuas de monitorização das zonas húmidas costeiras, das aves migratórias e dos respectivos habitats.
Ana de Oliveira também aproveitou o fórum internacional para manifestar total disponibilidade do país em aprofundar a cooperação técnica e financeira internacional.
No culminar da sua intervenção, a embaixadora destacou a realização da Conferência das Nações Unidas sobre a Água de 2026, que se realizará em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, como uma plataforma crucial e uma oportunidade soberana para mobilizar novas parcerias e financiamento internacional.




