Angola reiterou nas Nações Unidas, em Nova Iorque, o compromisso com a promoção e protecção dos direitos humanos e defendeu o reforço da cooperação internacional para apoiar os países em desenvolvimento na construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis.
A posição foi expressa, segunda-feira, pelo representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, durante o Debate Geral da Terceira Comissão da Assembleia-Geral, dedicada às questões sociais, humanitárias e de direitos humanos.
De acordo com uma nota de imprensa da Missão Diplomática de Angola junto da ONU, o embaixador considerou, na sua intervenção, que a experiência do país demonstra que a paz, os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável se reforçam mutuamente.
Por esse motivo, sustentou que a dignidade e o bem-estar dos cidadãos devem permanecer no centro das políticas públicas.
No domínio da saúde, Francisco José da Cruz apontou os progressos registados desde a Independência Nacional, em 1975, altura em que o país dispunha de apenas 19 médicos e cerca de 320 unidades sanitárias.
Actualmente, Angola conta com 3.355 unidades de saúde e 44.222 camas hospitalares, das quais 1.609 destinadas a cuidados intensivos.
O país mantém como prioridades o reforço dos cuidados primários, a saúde materno-infantil e a expansão do acesso aos serviços essenciais, áreas que, segundo o diplomata, requerem maior cooperação internacional em matéria de capacitação, transferência de tecnologia e financiamento sustentável.
Na educação, Angola conta, no ano lectivo 2026/2027, com mais de 9,6 milhões de alunos, 126 mil salas de aula e 208 mil professores. O ensino superior dispõe de 106 instituições em 19 das 21 províncias.
Perante a predominância da população jovem, o país atribui igualmente prioridade à expansão do ensino técnico e profissional, dos estágios, do empreendedorismo e do acesso ao microcrédito, incluindo através do Programa Juventude e Oportunidades para Bons Empregos em Angola (JOBE Angola).
Inclusão e protecção social
Na área da inclusão social, Angola implementou, após o fim do conflito armado, programas destinados à reintegração de ex-combatentes, ao realojamento de deslocados internos, ao repatriamento voluntário de refugiados, à desminagem e à assistência às pessoas com deficiência.




