A intervenção diplomática de Angola na resolução de conflitos em África reforçou a visibilidade internacional do país, considerou, quarta-feira, o cônsul-geral de Angola em Guangzhou, China, António Nascimento.
Em entrevista à ANGOP, à margem da abertura do Ano Parlamentar 2026-2027, o diplomata afirmou que a actuação do Presidente da República, João Lourenço, na mediação de crises deve ser entendida no quadro dos esforços colectivos africanos para encontrar soluções políticas duradouras para os conflitos no continente.
Como exemplo, apontou o conflito no Leste da República Democrática do Congo (RDC), onde Angola assumiu, por mandato da União Africana, a mediação entre a RDC e o Rwanda.
Segundo António Nascimento, o Processo de Luanda contribuiu para aproximar as partes envolvidas, promover o diálogo e impulsionar iniciativas de cessar-fogo, no âmbito dos esforços para alcançar uma solução política para a crise.
O cônsul-geral recordou, igualmente, que a União Africana reconheceu João Lourenço como Campeão da Paz e Reconciliação em África, distinção que reflecte o papel atribuído ao Chefe de Estado angolano na promoção do diálogo e da estabilidade no continente.
Salientou, contudo, que a consolidação dos processos de mediação depende da vontade política das partes envolvidas, bem como da capacidade das organizações regionais e continentais de garantir a implementação dos acordos alcançados.
Na sua perspectiva, os resultados da mediação não devem ser avaliados apenas pela obtenção imediata da paz, uma vez que os conflitos africanos apresentam causas complexas, que exigem soluções políticas sustentáveis e um compromisso contínuo das partes envolvidas.




