A inauguração das barragens do Ndúe e Calucuve e dos seus canais associados representa um marco na história da província do Cunene, ao criar condições para uma nova etapa de desenvolvimento económico, social e cultural.
A afirmação é da governadora da província do Cunene, Gerdina Didalelwa, este sábado, 05 de Setembro, durante a cerimónia de inauguração das infra-estruturas, pelo Presidente da República João Lourenço.
Gerdina Didalelwa convidou investidores nacionais e estrangeiros a juntarem-se ao Governo Provincial na concretização da nova etapa de desenvolvimento económico da província, impulsionada pela expansão das infra-estruturas de abastecimento de água.
Segundo a governadora provincial, a disponibilidade regular de água poderá permitir ao Cunene abandonar progressivamente a agricultura sazonal e de subsistência, e avançar para um modelo de produção permanente, moderno e orientado para o mercado.
“Passaremos da agricultura sazonal e de subsistência a de tipo permanente, moderna e comercial, da gastronomia limitada a poucos produtos, para uma dieta mais rica e diversificada. E tudo isto influenciará o surgimento de uma nova sociedade, com novas perspectivas culturais”, ressaltou.
A governadora disse ainda que a existência dos rios artificiais do Cafu, Ndúe e Calucuve, que atravessa a província, de norte a sul, coloca a região diante de novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável, sobretudo no domínio da agricultura.
Além disso, Gerdina Didalelwa realçou que a construção de canais de distribuição de água no interior das localidades da província vai facilitar o acesso das populações ao recurso e permitir que as famílias poupem tempo e energia, que poderão ser canalizados para outras actividades, sobretudo de carácter produtivo.
Igualmente, refere que a disponibilização de água em diferentes zonas da província do Cunene poderá contribuir para uma redução significativa da migração periódica de rebanhos e permitir que muitas famílias permaneçam mais tempo nas suas comunidades.
“O próprio fenómeno da transumância, que fazia com que muitos homens, jovens, em alguns casos até crianças em idade escolar, ficassem ausentes das casas por longos dias, conhecerá certamente, senão um fim, pelo menos uma redução significativa”, assinalou.



