A 4.ª edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência arranca hoje, quinta-feira, 22, em Luanda, com foco na governação sustentável da água como instrumento de prevenção, mediação e resolução de conflitos em África. O encontro decorre até sexta-feira, 23, e prevê reunir representantes de governos, organizações internacionais, especialistas e jovens líderes africanos.
Segundo a organização, a iniciativa é coorganizada pelo Governo de Angola, pela União Africana e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), e pretende reforçar a cooperação regional e promover soluções para os desafios relacionados com o acesso à água, as alterações climáticas e a segurança no continente africano.
Sob o lema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”, a Bienal procura demonstrar como a gestão partilhada e responsável dos recursos hídricos pode contribuir para prevenir tensões entre comunidades e países, fortalecer a diplomacia e consolidar uma cultura de paz.
O programa desta quinta-feira prevê a cerimónia oficial de abertura, seguida de um diálogo intergeracional de alto nível, que deverá reunir Chefes de Estado e de Governo e jovens líderes de África e da diáspora. Durante a tarde, os participantes vão discutir o papel da água na prevenção de conflitos e na cooperação transfronteiriça.
A agenda prossegue na sexta-feira com debates sobre governação da água, participação das comunidades, alterações climáticas, migração e investimento em infra-estruturas hídricas, com o objectivo de identificar medidas que contribuam para o desenvolvimento sustentável e a estabilidade regional.
A gestão dos recursos hídricos assume particular importância num contexto em que vários países africanos enfrentam dificuldades no acesso à água potável e ao saneamento básico, além de pressões decorrentes das alterações climáticas e do crescimento populacional.
A 4.ª edição da Bienal de Luanda enquadra-se nos esforços da União Africana para promover a paz, a segurança e a integração regional, em alinhamento com a Agenda 2063, que estabelece as principais prioridades de desenvolvimento do continente.
O encontro deverá culminar com a adopção da Declaração da 4.ª Edição da Bienal de Luanda 2026 e a divulgação de um comunicado final conjunto da União Africana, da UNESCO e do Governo de Angola.




