O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas (ONU), Francisco da Cruz, considerou ontem que a Bienal de Luanda reflecte a estratégia de paz liderada pelo Presidente da República, João Lourenço.
O diplomata lembrou que o Chefe de Estado angolano detém o título de “Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África”.
O diplomata, um dos participantes do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, afirmou em declarações ao Jornal de Angola que é preciso enaltecer a liderança do Chefe de Estado. Para o embaixador, João Lourenço tem sido crucial ao mobilizar a vontade política em África para que se desenvolvam esforços adicionais em prol da estabilidade regional.
Francisco da Cruz sustentou que “só com a paz e a estabilidade é possível avançar com a agenda de desenvolvimento e criar as condições para que todas as nossas comunidades se sintam parte de um processo evolutivo e do progresso que pretendemos para o continente”.
Relativamente ao tema da 4.ª edição da Bienal de Luanda, o representante permanente de Angola junto da ONU justificou que a escolha é totalmente pertinente. Para o diplomata, o contexto actual exige uma abordagem pragmática e uma perspectiva de futuro sobre a governação hídrica, uma vez que a água é o elemento que determina a vida nas comunidades.
“Há países que dispõem de grandes recursos hídricos, como é o nosso caso, mas há, por exemplo, outros países que não têm a mesma situação. Estamos a falar, por exemplo, do Botswana e da Namíbia, que dependem dos recursos hídricos de Angola”, sublinhou.
O embaixador na ONU defendeu que a gestão partilhada e concertada dos recursos hídricos deve servir como um factor de estabilidade e boa vizinhança entre os países, evitando tensões comunitárias.
O objectivo, referiu o diplomata, é garantir que as comunidades permaneçam nas suas zonas tradicionais e disponham dos recursos fundamentais para o seu dia-a-dia e para o desenvolvimento da atividade agrícola e da pastorícia. Ao fixar as populações nas suas regiões de origem, mitiga-se o êxodo rural e previnem-se as migrações forçadas decorrentes da escassez de água.




