O Botswana poderá entrar no capital da Refinaria do Lobito “a qualquer momento”, inclusive já a partir de quarta-feira, afirmou, hoje, em Luanda, o Presidente da República, João Lourenço.
Em declarações aos jornalistas, no âmbito da visita de Estado de 72 horas do homólogo botswanês, Duma Boko, o Chefe de Estado angolano explicou que o convite para a participação do Botswana no projecto não é recente e que as equipas dos dois países continuam a negociar a proporção da participação.
Segundo João Lourenço, o Estado angolano pretende manter-se como accionista da Refinaria do Lobito, mas não tem intenção
de deter a totalidade do capital.
“Não queremos ficar com 100 por cento, mas, se tivermos outros accionistas, melhor”, afirmou o Presidente, acrescentando que o convite foi igualmente dirigido à Namíbia e à Zâmbia, com particular interesse na participação destes países no projecto.
Duma Boko desloca-se esta quarta-feira à cidade do Lobito, província de Benguela, onde deverá visitar as instalações da refinaria.
Pecuária
Neste particular, João Lourenço apontou igualmente a comercialização de produtos diversos, incluindo carne proveniente do Botswana, como uma das áreas de cooperação que podem avançar de imediato.
O Presidente destacou ainda a possibilidade de Angola beneficiar da experiência do Botswana na produção de sémen e embriões, com vista à melhoria da qualidade do gado nacional e à expansão das manadas.
“Temos potencial para sermos grandes produtores de carne bovina”, afirmou, defendendo que a produção local de sémen e embriões constitui uma das formas mais rápidas e seguras de melhorar a qualidade das raças e multiplicar o efectivo bovino.
Turismo de conservação
Além disso, outra área apontada pelo Chefe de Estado como podendo beneficiar de uma cooperação imediata é o turismo de conservação, particularmente no quadro do projecto KAZA (Kavango-Zambezi Transfrontier Conservation Area).
João Lourenço referiu que Angola já concessionou os parques do Luengue-Luiana, nas províncias do Cubango e do
Cuando, onde começaram a ser instalados alguns acampamentos destinados a dinamizar a actividade turística.
Neste domínio, considerou ainda importante aproveitar a experiência acumulada pelo Botswana no turismo de conservação, de modo a desenvolver o potencial turístico das áreas de conservação angolanas.




