O papel desempenhado pelo Presidente da República, João Lourenço, em questões de paz e segurança no continente africano foi enaltecido pela candidata à secretaria-geral das Nações Unidas, Rebeca Grynspan, que defendeu a necessidade de reforçar a voz de África nos órgãos das Nações Unidas.
O reconhecimento foi manifestado neste sábado, 29 de Agosto, em Luanda, à imprensa, no final da audiência concedida pelo estadista angolano à margem da 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, que se realiza amanhã, 30 de Agosto.
Segundo a candidata, durante o encontro foram abordadas questões relacionadas com a importância de África na agenda das Nações Unidas, não apenas nos domínios da paz e segurança, mas também nas áreas do desenvolvimento, consideradas fundamentais para os países em desenvolvimento e para o Sul Global.
Rebeca Grynspan considerou ainda que a liderança de Angola contribui para a construção de um sistema multilateral mais inclusivo e capaz de responder aos desafios do mundo actual.
“Precisamos de umas Nações Unidas que respondam muito mais ao mundo de hoje e não só ao mundo de 1945”, afirmou Rebeca Grynspan.
A diplomata frisou que a agenda de África, a de Angola e a sua própria agenda, enquanto candidata ao cargo de secretária-geral das
Nações Unidas, “coincidem e convergem” em todos os pontos.
Rebeca Grynspan manifestou-se, por outro lado, satisfeita por estar novamente em Angola e por poder conversar com os líderes africanos e com o Presidente angolano.
Economista de profissão, Rebeca Grynspan foi Vice-Presidente de Costa Rica.
Com outra candidata candidata ao cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas, Carolyn Rodrigues-Birkett, o Presidente João Lourenço, em audiência separada, abordou questões relacionadas com uma maior representação de África nos órgãos das Nações Unidas.
Carolyn Rodrigues-Birkett disse que também conversou com o Chefe de Estado angolano as principais linhas da sua candidatura e as prioridades que pretende defender à frente da organização.
As suas prioridades resumem-se nos três pilares fundamentais das Nações Unidas, nomeadamente a paz e segurança, desenvolvimento e direitos humanos.
No domínio da paz e segurança, Carolyn Rodrigues-Birkett defende reforço dos esforços para prevenir e resolver conflitos, através de uma maior articulação com as organizações regionais.
A candidata destacou, particularmente, a importância de trabalhar com o Conselho de Paz e Segurança da União Africana, no sentido de fortalecer os mecanismos de prevenção e resolução de conflitos no continente.
Relativamente ao desenvolvimento, considera necessário intensificar os esforços para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e preparar uma agenda pós-2030, capaz de responder aos desafios dos países em desenvolvimento.
Carolyn Rodrigues-Birkett defende ainda a valorização das iniciativas e experiências africanas que podem servir de referência para outros Estados.
No domínio dos direitos humanos, a candidata à secretaria-geral da ONU disse que esta questão deve estar presente em todas as acções da organização, em articulação com os esforços de promoção da paz, segurança e desenvolvimento.
A diplomata que irá participar na 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, agradeceu ao Governo e ao povo angolano pela recepção.
Por outro lado, manifestou satisfação por estar pela primeira vez em Angola e pela oportunidade de dialogar com líderes africanos sobre questões relacionadas com a paz e segurança no continente.
Carolyn Rodrigues-Birkett é uma diplomata e política da República Cooperativa da Guiana, actualmente embaixadora e representante permanente da Guiana junto das Nações Unidas.




