O candidato à presidência da FNLA, Fernando Pedro Gomes, denunciou alegadas práticas de aliciamento e compra de votos de delegados ao VI Congresso do partido, numa altura em que se intensifica a disputa pela liderança da formação política.
A denúncia foi feita durante uma conferência de imprensa, após a abertura da campanha eleitoral de Fernando Pedro Gomes, realizada na semana passada, em Luanda.
Sem identificar os alegados envolvidos, o candidato afirmou que as denúncias partiram dos próprios delegados e apelou ao fim das práticas que, na sua perspectiva, podem comprometer a transparência do processo interno.
“São os próprios delegados que estão a denunciar estas práticas por parte de alguns candidatos, mas eu quero aproveitar esta oportunidade da imprensa para dizer que a FNLA não está à venda”, afirmou.
Fernando Pedro Gomes não apresentou, na ocasião, nomes dos candidatos ou outros elementos que permitam identificar os alegados responsáveis pelas práticas denunciadas.
Na corrida à liderança da FNLA está também Sofia Rodrigues Coelho Francisco, única mulher entre os candidatos, que se apresenta como a pessoa indicada para substituir Nimi a Simbi e recuperar o espaço do partido na cena política nacional.
Por sua vez, Pedro Nóa Wete reconheceu que a disputa pela liderança não será fácil, mas garantiu empenho para conquistar a confiança e os votos dos delegados ao congresso.
Enquanto os candidatos intensificam as suas campanhas, uma segunda comissão preparatória, ligada à actual direcção do partido, realizou, durante o fim-de-semana, assembleias electivas de delegados nas províncias de Benguela, Cabinda, Cuanza-Sul, Huambo, Uíge e Zaire.
A existência de duas estruturas envolvidas na preparação do congresso evidencia as divergências que persistem no seio da FNLA e volta a colocar o partido perante um cenário de disputa interna.
As divergências em torno da preparação do VI Congresso surgem depois de vários anos de conflitos internos na FNLA, sobretudo em torno da liderança e da organização dos processos internos.
Com a aproximação do congresso, a disputa entre as diferentes alas e os candidatos à liderança tende a aumentar a tensão dentro do partido, que procura definir uma nova direcção e recuperar o seu peso no cenário político nacional.



