Os líderes religiosos em Angola foram incentivados a assumir um papel mais activo na promoção da paz, justiça social e reconciliação nacional, através de acções concretas que contribuam para a convivência pacífica e harmoniosa entre os cidadãos.
A exortação foi feita, terça-feira, em Luanda, pelo secretário da Comissão Episcopal de Justiça, Paz e Integridade da Criação(Organismo da CEAST), padre Celestino Epalanga, durante a II Conferência Nacional Ecuménica sobre o Resgate dos Valores Morais, Cívicos e Religiosos em Angola.
Ao dissertar sobre o tema “Os líderes religiosos como actores na promoção da cultura da paz e transformações sociais em Angola”, o sacerdote considerou que a verdadeira paz ultrapassa a simples ausência de conflitos, pois, sublinhou, “resulta da justiça, do respeito pelas diferenças e do diálogo”.
O padre Celestino Epalanga defendeu, por isso, uma intervenção mais efectiva das igrejas perante os problemas sociais que afectam o país, com destaque para a violência contra crianças, o ódio, a intolerância e as diferentes manifestações de injustiça.
A importância de manter o testemunho público das instituições também esteve em debate com a prelecção de Luís Samacumbi, oficial de programas do UNFPA. Luís Samacumbi lançou o alerta quando dissertava sobre o tema “A mediação interna de conflitos como meio de preservar o testemunho público de uma Igreja madura”.
O especialista alertou que disputas de liderança, polarizações e crises éticas dentro das próprias congregações minam a autoridade moral da igreja perante a sociedade. Samacumbi defendeu a mediação interna de conflitos como uma ferramenta essencial para preservar a credibilidade das instituições religiosas e fortalecer as relações entre os fiéis.




