Chefes de Estado e de Governo da UA reúnem em Angola no próximo mês

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, anunciou ontem que o país vai acolher, nos dias 29 e 30 de Agosto, a Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA).
O evento de alto nível vai ter como objectivo central o fortalecimento e a optimização dos mecanismos continentais voltados para a prevenção, gestão e resolução de conflitos em África. A informação foi partilhada pelo chefe da diplomacia angolana durante a sessão de abertura das jornadas temáticas da 3.ª edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), evento promovido pela ONU em Luanda, em estreita parceria com o Governo de Angola. Além da Cimeira Presidencial da UA, o ministro confirmou que a capital angolana também será a sede da 4.ª edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz e Não-Violência. A realização consecutiva destes eventos de dimensão internacional reafirma o papel de Angola como um mediador estratégico e um pólo dinâmico na promoção da estabilidade regional e global. Durante o seu discurso na UNAOC, Téte António sublinhou que a superação da crise de confiança global e a proliferação de conflitos exigem uma aposta firme no ecumenismo e no diálogo inter-religioso. Para o governante, estas são ferramentas indispensáveis para edificar pontes de convivência pacífica entre os povos. O titular da pasta das Relações Exteriores expressou o desejo de que estas plataformas de concertação funcionem como espaços de debate aberto, reflexão estratégica e geração de consensos pragmáticos. O foco reside na formulação de recomendações robustas para a cooperação internacional e na consolidação de um sistema multilateral assente na legalidade jurídica, na solidariedade e na responsabilidade partilhada. O diplomata concluiu lembrando que a estabilidade política não é um estado estático, mas sim um esforço contínuo: “A paz constrói-se diariamente através do diálogo, da confiança mútua, da justiça, do amor, da tolerância, do desenvolvimento inclusivo, da não-discriminação e do pleno respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais”.



