Os comissários provinciais eleitorais da Huíla, Namibe, Benguela e Cunene tomaram posse, sábado, no Lubango, durante uma cerimónia orientada pelo presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Manuel Pereira da Silva.
No total, foram empossados 64 membros , 16 por cada província, em representação de diferentes partidos políticos.
Para o presidente da CNE, o acto, integrado nos preparativos para as Eleições Gerais de 2027, reveste-se de particular relevância institucional por marcar o início de uma nova etapa para as estruturas locais do órgão.
“Hoje, nos termos das atribuições conferidas ao presidente da CNE, realizamos a cerimónia de tomada de posse dos membros das comissões provinciais eleitorais, designados por resolução da Assembleia Na-
cional”, ressaltou Manuel Pereira da Silva, sublinhando que o acto confere aos empossados a obrigação legal de exercerem as suas funções em estrito respeito pela Constituição e pela lei.
O responsável anunciou ainda que, nos próximos dias, serão empossados os membros das comissões municipais eleitorais de todo o país.
Com este procedimento, a CNE pretende assegurar o pleno funcionamento das suas estruturas e garantir a preparação adequada do calendário eleitoral nacional.
Manuel Pereira da Silva aproveitou a ocasião para apelar ao cumprimento rigoroso dos estatutos e dos deveres funcionais.
“Os membros empossados assumem uma importante responsabilidade perante o Estado e a sociedade angolana. A confiança depositada deve ser correspondida por uma conduta institucional exemplar, capaz de contribuir para o reforço da credibilidade das instituições e para a consolidação da confiança dos cidadãos no processo eleitoral”, reforçou.
Pelo lado dos empossados, Abel João da Costa, comissário eleitoral pelo MPLA na Huíla, defendeu a necessidade de aprimorar os mecanismos de organização.
O responsável apontou que, em pleitos anteriores, a identificação e a localização das mesas de voto constituíram um dos principais constrangimentos logísticos enfrentados pelos eleitores à escala nacional.
Segundo Abel João da Costa, a falta de uma estratégia de comunicação mais abrangente fez com que muitos cidadãos apenas tomassem conhecimento de onde deveriam exercer o seu direito cívico no próprio dia da votação, gerando longas filas, desorientação e, em muitos casos, a abstenção involuntária.
Diante disso, o comissário sugeriu que a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) adopte, desde já, mecanismos inovadores e mais eficientes de divulgação prévia, recorrendo não apenas aos meios de comunicação tradicionais, mas também a plataformas digitais e campanhas comunitárias de proximidade, assegurando que cada votante conheça a sua assembleia de voto com a devida antecedência.




