A União das Comores manifestou apreço pelo papel desenvolvido por Angola em prol da estabilidade, da boa governação e do desenvolvimento económico a nível nacional e continental.
O reconhecimento foi vincado pelo Chefe de Estado das Comores, Azali Assoumani, durante uma audiência concedida ao embaixador de Angola Domingos da Silva Coelho, oportunidade em que transmitiu saudações ao homólogo angolano, João Lourenço.
Uma nota de imprensa sublinha que a consideração foi expressa por ocasião da cerimónia de entrega das Cartas Credenciais ao Presidente Assoumani, que formalizam o início das funções diplomáticas de Domigos da Silva Coelho naquele país.
A cerimónia, realizada no Palácio de Beit-Salam, em Moroni, marcou igualmente uma nova etapa no reforço das relações de amizade e cooperação entre Angola e a União das Comores.
O Chefe de Estado comoriano referiu-se aos laços históricos de fraternidade entre os dois países e classificou Angola como “irmão mais velho”, tendo igualmente reconhecido a experiência angolana no processo de reconstrução nacional e desenvolvimento de infra-estruturas estratégicas.
Os dois países partilham ainda um marco histórico, uma vez que alcançaram a independência em 1975, com as Comores a proclamar a independência a 12 de Novembro e Angola a 11 de Novembro.
Comores quer apoio de Angola
No quadro da cooperação bilateral, Azali Assoumani manifestou interesse na dinamização do Acordo Geral de Cooperação e solicitou o apoio de Angola em sectores prioritários para o desenvolvimento socioeconómico das Comores, com destaque para energia, agricultura, pescas, turismo e formação de quadros.
O Presidente comoriano apontou igualmente o interesse das Comores na experiência angolana em áreas como engenharia, petróleos, medicina e pescas, bem como no diferendo territorial relativo à soberania sobre a ilha de Mayotte.
Por sua vez, Domingos de Almeida da Silva Coelho reafirmou o compromisso de Angola com o aprofundamento de uma parceria sólida e mutuamente vantajosa, com prioridade para energia, agricultura, pescas, turismo, formação de quadros, investimento privado e transportes.No domínio agrícola, o diplomata apontou a possibilidade de parcerias entre os dois países, a julgar pelas limitações das Comores para a prática da agricultura extensiva.
Explicou que Angola dispõe de uma política de concessão de terras para fins agrícolas, mecanismo que poderá facilitar investimentos destinados à produção de alimentos em território angolano e ao seu posterior escoamento para o mercado comoriano.
O embaixador reiterou, igualmente, a solidariedade de Angola para com o povo e o Governo das Comores na salvaguarda da integridade territorial do arquipélago, que inclui as ilhas de Ngazidja, Anjouan, Mayotte e Moheli.




